Britânica descreve ataque de tubarão que matou marido em lua-de-mel

Gemma e Ian Redmond (BBC) Direito de imagem BBC World Service
Image caption O casal escolheu as Seychelles por motivos de segurança

Uma britânica de 27 anos, viúva de um homem morto por um tubarão durante a lua-de-mel nas ilhas Seychelles, descreveu o momento quando escutou seu "terrível grito".

Gemma Redmond, disse que primeiro pensou que seu marido Ian, de 30 anos, espirrava enquanto mergulhava com um snorkell na praia de Anse Lazio.

"Ouvi 'socorro' e o grito mais terrível", disse ela.

Gemma disse que o marido riu dos riscos de um ataque tubarão e que eles haviam escutado que as águas eram seguras.

A professora primária contou que ficou sentada com sua bolsa na praia e seu marido estava na água havia 20 minutos quando foi atacado.

"Eu pude ver a parte de cima do snorkel porque ele tinha uma faixa laranja por cima, então eu podia segui-lo e ver onde estava."

"De repente, escutei 'socorro' e primeiro pensei que ele estava espirrando."

"Então escutei novamente – 'socorro' e o mais terrível dos gritos."

"Ainda posso ouvi-lo quando fecho meus olhos."

Segurança

Gemma disse que as Seychelles foram escolhidas por que o casal pensou que as ilhas eram seguras.

A professora primária disse ter perguntado a uma recepcionista se existiam tubarões na região e a resposta foi "não, as águas das Seychelles são muito seguras".

No entanto, ela disse esperar que o ataque não impeça que as pessoas visitem o local, já que a população local "foi tão gentil".

"A última coisa que gostaria é que o que aconteceu afete a população local, seu sustento e o turismo da região. É um lugar lindo, as pessoas tem que continuar vindo", disse ela.

"Foi um acidente incomum e sei que todos fazem o possível para garantir a segurança."

Ian Redmond, um especialista em informática, morreu dez dias após seu casamento, ocorrido no condado inglês de Lancashire.

Poluição

Autoridades locais proibiram os banhos de mar até que o tubarão seja capturado.

No início do mês um turista francês de 36 anos foi morto em ataque de tubarão na mesma área.

Direito de imagem BBC World Service
Image caption Gemma não quer que o acidente afete o turismo local

O repórter da BBC no local Rajini Vaidyanathan disse que alguns moradores da região temem que os ataques afetem o turismo.

O britânico Andrew Gee, gerente de uma pousada no local, afirma que, no dia anterior ao ataque, dois turistas hospedados em seu estabelecimento disseram ter visto um tubarão tigre.

Ele diz acreditar que os tubarões sejam atraídos pelo aumento da poluição nas Seychelles, com o aumento no número de iates despejando seus detritos nas águas.

Antes do turista francês no início do mês, o último registro de vítima fatal de tubarão nas Seychelles havia sido em 1963.

Notícias relacionadas