Líderes mundiais intensificam pressão sobre Khadafi

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Image caption Líderes prometeram manter apoio a rebeldes, que invadiram Trípoli

À medida que os confrontos se intensificaram neste domingo em Trípoli, capital da Líbia, diversos líderes mundiais fizeram apelos para que Muamar Khadafi deixe o poder imediatamente.

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse que o governo líbio está desmoronando e que Khadafi precisa admitir que não tem como vencer essa guerra.

“O regime de Muamar Khadafi está claramente desmoronando. O quanto antes ele perceber que ele não pode vencer essa batalha contra seu próprio povo, melhor. Porque assim o povo líbio não precisa continuar a enfrentar mais derramamento de sangue e sofrimento”, disse Rasmussen.

A chanceler alemã, Angela Merkel, também intensificou a pressão internacional sobre o regime líbio.

"Venho dizendo isso já faz um tempo: Khadafi perdeu sua legitimidade e seria bom se ele deixasse o poder o quanto antes, assim poderíamos evitar mais mortes”, afirmou Merkel.

“Os rebeldes fizeram grandes avanços. A Alemanha trabalha com o grupo de transição da Líbia e já abrimos uma representação (diplomática) em Benghazi. E vamos continuar a apoiar o povo líbio.”

'Regime opressivo'

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, também pediu que Khadafi poupasse a população, deixando o governo imediatamente.

“A França apoia totalmente a libertação da Líbia desse regime opressivo e ditatorial.”

No início da noite, os Estados Unidos disse que já pediu para o grupo de transição que inicie o planejamento para o período pós-Khadafi e disse que os dias do líder líbio no poder estão chegando ao fim.

“A ofensiva em Trípoli está em curso. Vamos continuar nossos esforços para ajudar o Conselho de Transição, para que mantenham o controle em todos os segmentos da sociedade líbia”, disse a porta-voz do Departamento de Estado Victoria Nuland.

“Os dias de Khadafi estão contados. Se ele se importa com o bem-estar da população, precisa deixar o poder agora.”

O governo britânico, por meio de um comunicado, afirmou que “o fim está próximo”, à medida que os rebeldes tomam Trípoli.

Um porta-voz do governo líbio, Moussa Ibrahim, ameaçou líderes internacionais durante uma entrevista na noite deste domingo.

“Consideramos os senhores Obama, Cameron, Sarkozy moralmente responsáveis por qualquer morte desnecessária que ocorra neste país.”

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