Rebeldes oferecem anistia a quem capturar ou matar Khadafi

Rebeldes líbios comemoram disparando para o alto em Trípoli (AFP) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Rebeldes chegaram a Trípoli no final de semana

Rebeldes líbios ofereceram nesta quarta-feira anistia para qualquer um que capture ou mate o líder líbio Muamar Khadafi.

Comandantes das forças rebeldes afirmaram que é importante capturar ou matar Khadafi para eliminar qualquer possibilidade de que o líder ou seus partidários possam organizar um contra-ataque.

Os rebeldes insistem que é apenas uma questão de tempo até que o líder líbio seja encontrado, mas admitem que não têm pistas de seu paradeiro.

Antes, um empresário líbio ofereceu mais de US$ 1 milhão pela captura de Khadafi, segundo os rebeldes.

Mustafa Abdul Jalil, presidente do Conselho Nacional de Transição líbio, disse nesta quarta-feira em Trípoli que a iniciativa conta com o apoio dos rebeldes.

"O conselho apoia a iniciativa do empresário que ofereceu dois milhões de dinares pela captura de Muamar Khadafi, morto ou vivo", afirmou.

Um rebelde que se identificou como Adbul Rahman disse à agência de notícias Reuters que eles acreditam que Khadafi ainda esteja em Trípoli, possivelmente no sul da cidade, onde ainda estão ocorrendo combates.

Khadafi também teria muito apoio em outras duas cidades líbias, Sirte, sua cidade natal a cerca de 450 quilômetros ao leste de Trípoli, e Sabha, a 650 quilômetros ao sul, no deserto.

Analistas afirmam que Sabha tem uma base da Força Aérea e também presença militar e, se Khadafi e a família conseguirem chegar à cidade, poderiam ter a opção de uma fuga fácil pelo deserto, para o Níger ou Chade.

Um porta-voz dos rebeldes disse à BBC que eles estão negociando com as lideranças das duas cidades para dar um fim pacífico aos conflitos.

Otan

Os rebeldes líbios confirmaram nesta quarta-feira que o ataque a Trípoli, iniciado no final de semana, foi resultado de uma operação planejada, coordenada com a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

De acordo com o plano, chamado Operation Mermaid Dawn (ou Operação Amanhecer da Sereia, em tradução livre), os rebeldes foram treinados na cidade de Benghazi e então enviados em uma operação secreta para a capital para esperar por um sinal já combinado que daria início ao combate.

Os rebeldes entraram em Trípoli no fim de semana, e na terça-feira já ocupavam o QG de Khadafi.

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Representantes do Conselho de Nacional de Transição também estão preparando uma reunião no Catar com enviados dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Turquia e Emirados Árabes Unidos para discutir o futuro da Líbia depois de Khadafi.

O chefe do Conselho Executivo do CNT, Mahmoud Jibril, também afirmou que os rebeldes querem um pacote de ajuda imediata de US$ 2,5 bilhões.

O levante contra o regime de Khadafi na Líbia começou em fevereiro. As forças insurgentes começaram sua campanha pelo leste e em bolsões do oeste do país, antes de iniciar sua ofensiva contra a capital.

Bombardeios da Otan contra forças de Khadafi ajudaram a campanha rebelde. A Otan age cumprindo mandato da ONU para proteger a população civil.

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