Polícia força casal de lésbicas a se separar na Indonésia

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Image caption Polícia islâmica em Aceh, onde a lei da sharia é permitida (Arquivo)

A polícia islâmica da província de Aceh, na Indonésia, obrigou um casal de lésbicas a anular seu casamento e assinar um acordo de separação.

As mulheres estavam casadas legalmente havia vários meses, porque uma delas fingiu ser homem no dia do casamento, ludibriando o clérigo islâmico que celebrou a cerimônia.

O casal foi denunciado por vizinhos que questionaram a legitimidade da união e contataram a polícia.

Depois de ser forçadas a se divorciar, as mulheres voltaram para suas famílias e permanecem sob a vigilância das autoridades encarregadas de fazer valer a lei da sharia, ou lei islâmica, no país.

<b>Punição</b>

O chefe da polícia religiosa local defendeu que, como punição, as duas mulheres sejam decapitadas e tenham seus corpos queimados, de acordo – segundo ele – com os princípios do islamismo.

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Image caption Sharia autoriza penas como a aplicação de chibatadas (Foto: Arquivo)

Entretanto, a província de Aceh, a única no país que acata os preceitos da lei da sharia, não tem legislação definindo como tratar o tema do homossexualismo.

Em 2009, o Legislativo provincial aprovou a aplicação de chibatadas para homossexuais e a pena de morte por apedrejamento para adúlteros, mas o Executivo se recusou a assinar a lei.

Embora não seja visto com bons olhos, o homossexualismo é legalmente permitido na Indonésia.

Ativistas de direitos humanos dizem que as leis de Aceh violam a Constituição indonésia e incentivam o patrulhamento social e a intolerância.

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