Premiê israelense convida Abbas para negociações de paz imediatas

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Image caption Para Netanyahu, palestinos precisam obter a paz com israelenses para depois terem um Estado.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse na tarde desta sexta-feira na Assembleia Geral da ONU que os palestinos primeiro precisam entrar em paz com Israel para só depois pedir o reconhecimento de seu Estado.

O discurso de Netanyahu foi feito logo após o do presidente palestino, Mahmoud Abbas, que disse que já era hora de seu povo “ganhar a liberdade” e ter um Estado.

“A paz precisa estar ancorada na segurança e não pode ser alcançada por meio de resoluções da ONU, somente por meio de negociações diretas”, disse o premiê israelense, que ofereceu sua “mão” para todos no Oriente Médio, mas “especialmente aos palestinos”.

Ele ainda convidou Abbas para negociações sobre a paz imediatas, que começassem ainda no dia de hoje.

“Agora que estamos na mesma cidade, no mesmo prédio, vamos nos encontrar hoje, aqui na ONU. Ninguém nem nada vai nos impedir se isso for realmente nosso objetivo. Vamos falar abertamente e, se Deus quiser, encontrar um caminho comum para a paz”, disse.

Netanyahu citou um ditado árabe, que diz que não se pode aplaudir com uma só mão. “E o mesmo vale para a paz. Não posso alcançar a paz sem você. Estou estendendo minha mão, a mão pacífica de Israel.”

Estado judeu

O premiê israelense disse ainda que os palestinos precisam reconhecer Israel como o Estado judeu, “como já fizeram todos os líderes mundiais sérios”.

Ele também defendeu os assentamentos israelenses, dizendo que eles não são o centro do problema, e, sim, o resultado do confronto.

“Não estou aqui para receber aplausos, mas sim para falar a verdade. E a verdade é que Israel quer a paz”, afirmou, acrescentando que nenhum país se beneficiará mais da paz na região do que Israel.

Na parte final de seu discurso, ele citou o soldado israelense Gilad Shalit, que foi capturado pelo Hamas há cinco anos.

“Shalit é filho de todas as famílias israelenses. Todos aqui deveriam exigir sua libertação imediata. Se querem passar uma resolução hoje, que seja essa a resolução”, disse o premiê, sob aplausos.

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