Francesa é sequestrada por piratas em ilha no Quênia

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Image caption Ilha de Manda fica próxima de praia popular entre os turistas (Arquivo/ AP)

Uma turista francesa foi sequestrada por homens armados na ilha de Manda, na costa do Quênia próximo à Somália, informaram autoridades quenianas e francesas.

A mulher de 66 anos, que tem dificuldades de locomoção e usa cadeira de rodas, foi raptada de um bangalô que ela alugava nas primeiras horas da madrugada de sábado.

"Às 3:30 da manhã, uma senhora francesa, deficiente física, que vivia em uma casa na ilha de Manda, foi raptada por dez criminosos somalis suspeitos de fazer parte da milícia Al-Shabaab em Ras Chiamboni, na Somália, perto da fronteira queniana", afirmou um comunicado do governo queniano.

Dois barcos da guarda-costeira queniana perseguiram os criminosos, que soltaram tiros para o ar. Um helicóptero da polícia também foi acionado.

O sequestro ocorre três semanas depois de sequestradores atacarem um casal de britânicos dentro de seu resort, também na divisa entre o Quênia e a Somália.

Os criminosos mataram a tiros o marido, David Tebbutt, e raptaram a mulher, Judith. Acredita-se que ela tenha sido vendida para piratas em algum lugar no centro da Somália.

<b>Audácia</b>

O analista de Lesta da África da BBC, Will Ross, disse que desta vez os sequestradores foram "mais audaciosos".

Se o sequestro de três semanas atrás ocorreu em uma ilha remota ao norte, este foi em uma área muito mais popular entre os turistas, o que pode afetar seriamente a indústria local.

Durante o sequestro, tiros foram ouvidos no vilarejo de Shela e provavelmente assustaram turistas nos resorts da região, afirmou o repórter.

A economia da ilha depende quase inteiramente do turismo.

Um proprietário de hotel disse à BBC que gangues de piratas baseados na Somália foram vistos pelo menos duas vezes nos últimos dez dias. O empresário disse que fechou seu estabelecimento.