Nobel de 2011 reforça supremacia de universidade americanas em Economia

Thomas Sargent (dir.) e Christopher Sims (Foto: AFP/Universidade de Nova York/Universidade de Princeton) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Sargent (dir.) é professor da Universidade de Nova York e Sims, da Universidade de Princeton

Com a escolha dos americanos Thomas Sargent e Christopher Sims para o prêmio Nobel de Economia em 2011, sobre para 24 o número de agraciados desde 2000 que trabalhavam ou trabalham em universidades dos Estados Unidos.

Sargent, que leciona na Universidade de Nova York, e Christopher Sims, da Universidade de Princeton, foram escolhidos por suas pesquisas sobre a relação entre causa e efeito na macroeconomia.

Apenas um ganhador do prêmio neste período não veio de uma universidade americana: o cipriota Christopher Pissarides, que leciona na London School of Economics, na Grã-Bretanha.

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Pissarides dividiu o prêmio em 2010 com Peter Diamond e Dale Mortensen, ambos dos Estados Unidos. Desde 2000, o prêmio foi concedido a 19 cidadãos americanos.

As demais exceções, como o russo Leonid Hurwicz, o britânico Clive Granger e o norueguês Finn Kydland, também trabalham em universidades americanas.

Um dos ganhadores mais famosos é o economista Paul Krugman, conhecido por sua coluna de economia assinada no The New York Times e publicada em jornais de todo o mundo.

Professor da Universidade de Princeton, Krugman foi premiado em 2008 "por sua análise dos padrões de comércio e localização da atividade econômica", segundo o comitê do Nobel.

Outro conhecido economista a receber o prêmio na última década foi Joseph Stiglitz, que trabalhou como assessor do ex-presidente Bill Clinton e como economista-chefe do Banco Mundial.

Clube masculino

Desde que foi criado, em 1968, o prêmio Nobel de Economia foi entregue a apenas uma mulher, a americana Elinor Ostrom, homenageada em 2009. Trata-se da menor participação feminina em comparação às demais áreas homenageadas.

Elinor Ostrom foi premiada em 2009 "por sua análise da governança econômica", segundo o comitê do Nobel.

Ostrom estudou como comunidades locais administram com sucesso a exploração de recursos naturais como a água, analisando o caso de vilarejos africanos e na Ásia.

Como nas demais áreas de conhecimento premiadas com o Nobel, os ganhadores do prêmio de economia formam um grupo estritamente masculino.

A professora da Universidade do Estado do Arizona dividiu o prêmio com o colega também americano Oliver E. Williamson.

Ao todo, 44 mulheres receberam o Nobel até hoje, a maioria o prêmio da Paz, de Medicina e Literatura.

A primeira a receber a honraria foi Marie Curie, em 1903, com o prêmio de Física. Em 1911 ela receberia o de Química, sendo a única mulher a ser premiada duas vezes.

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