Organismos dão sinal verde para nova parcela de resgate à Grécia

Atualizado em  11 de outubro, 2011 - 11:46 (Brasília) 14:46 GMT
Manifestante grego durante protesto em Atenas contra medidas de austeridade (Reuters)

Medidas de austeridade exigidas internacionalmente são impopulares na Grécia

Inspetores financeiros internacionais dizem ter chegado a um acordo com a Grécia para a implementação de reformas que almejam colocar a economia do país "nos eixos" e que permitirão ao país receber uma nova parcela de seu pacote de resgate financeiro.

"Medidas econômico-financeiras" foram acertadas entre Atenas e o trio de organismos multilaterais (FMI, União Europeia e Banco Central Europeu) que têm em mãos a decisão de se o país está apto a receber novos empréstimos para pagar suas dívidas e evitar uma moratória iminente.

Em comunicado emitido nesta terça, o trio indica que a Grécia receberá mais 8 bilhões de euros (R$ 19 bilhões) – de um total de 110 bilhões de euros (R$ 263 bilhões) de seu pacote de resgate aprovado no ano passado –, após o aval dos ministros das Finanças da zona do euro e da diretoria executiva do FMI.

"Assim que (os ministros da zona) do euro e o FMI aprovarem as conclusões da quinta revisão (dos indicadores macroeconômicos gregos), a nova parcela de 8 bilhões de euros estará disponível provavelmente no início de novembro", diz o comunicado.

Dessa quantia, 5,8 bilhões devem vir dos países-membros da zona do euro, e 2,2 bilhões devem ser emprestados pelo FMI.

Indicadores gregos

A revisão dos indicadores gregos, feita em auditoria da UE e do FMI, apontou que a Grécia conseguiu realizar uma significativa redução do deficit público, mas também que a contração da economia e algumas das medidas de ajuste adotadas impediram que fosse atingida a meta fiscal original.

No início deste mês, o governo grego já havia anunciado que não conseguiria cumprir os cortes orçamentários estabelecidos pelos organismos multilaterais.

As projeções mostravam que o deficit para 2011 será de 8,5% do PIB do país – uma queda em relação aos 10,5% registrados em 2010, mas menos do que a meta de 7,6%.

"O sucesso do programa (de recuperação econômica) continuará a depender de mobilizar financiamento adequado por parte do setor privado e do setor oficial (para evitar uma moratória grega)", diz o comunicado emitido pelo trio de organismos nesta terça. "Discussões em curso com o setor privado e garantias providas por líderes europeus sugerem que o programa (de recuperação grega) permanece plenamente financiado."

O trio estabeleceu que a Grécia tem que cortar mais 14,9 bilhões de euros até 2012 para que haja uma "implementação determinada" do plano de austeridade do país, altamente impopular entre a população e alvo de constantes protestos. Também tem que seguir adiante com um projeto de privatizações supervisionado por um fundo independente.

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