Oposição acusa fraude e anuncia boicote às eleições na Libéria

Presidente Sirleaf (centro) conversa com partidários neste sábado (AFP) Direito de imagem AFP
Image caption Opositores acusam manipulação em favor de Sirleaf (centro)

Oito partidos de oposição da Libéria anunciaram neste sábado que pretendem boicotar a eleição presidencial realizada na última terça-feira, dizendo que o pleito teria sido "manipulado" e que não reconhecerão seu resultado.

Os resultados parciais indicam, até agora, que a atual presidente, Ellen Johnson Sirleaf, lidera a contagem de votos, com cerca de 45%, ainda que em número insuficiente para evitar um segundo turno.

Sirleaf foi eleita, em 2006, a primeira mulher a presidir um país africano e foi laureada há poucos dias com o Prêmio Nobel da Paz (em conjunto com uma ativista liberiana e uma iemenita). Ela tenta agora a reeleição.

Os oito partidos que rejeitam o pleito incluem a legenda do segundo candidato mais votado, Winston Tubman (com 29,5% dos votos, segundo resultados preliminares). A oposição alega que a Comissão Nacional Eleitoral está manipulando e fraudando a contagem de votos em favor de Sirleaf.

As eleições em curso, também para cargos legislativos, são as segundas a serem realizadas desde o fim da guerra civil do país, que durou 14 anos.

A Comissão Eleitoral tem até o dia 26 de outubro para anunciar os resultados finais.

Popularidade

Até a manhã deste sábado, Sirleaf não havia comentado a decisão de seus opositores.

A Prêmio Nobel da Paz é elogiada pela comunidade internacional por ter colaborado para a pacificação da Libéria e por abrir caminho para o fim de sanções externas contra o país.

Observadores dizem, porém, que ela não conta com tamanha popularidade dentro da Libéria, acusada por críticos de não fazer o suficiente para mitigar a pobreza profunda ainda existente no país.

Notícias relacionadas