François Hollande será o candidato dos socialistas nas eleições francesas

François Hollande. AFP Direito de imagem AFP
Image caption Hollande acabou substituindo Dominique Strauss-Kahn, favorito dos socialistas

François Hollande será o candidato do Partido Socialista francês nas eleições de 2012, quando deve ser o principal adversário do presidente Nicolas Sarkozy. Ele foi escolhido neste domingo, em eleições primárias.

Com 57% dos votos, Hollande derrotou Martine Aubry, com 43% na contagem. Ela desejou sorte ao companheiro de partido. Pesquisas de opinião indicam grande possibilidade de vitória dos socialistas em 2012.

Há alguns meses, o candidato mais cotado do partido era o ex-diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn. Um escândalo sexual acabou tirando Strauss-Kahn da corrida.

Em seu discurso de vitória, Hollande disse que irá ganhar as eleições com o voto daqueles que “não suportam mais” o governo de Sarkozy.

Cerca de 2,7 milhões de franceses votaram nas primárias, as primeiras no país organizadas ao estilo americano.

'Nova esquerda'

No discurso de vitória, Hollande deu indicações de qual será sua plataforma política nas eleições. Ele disse que pretende atacar o “desemprego, a insegurança no trabalho, os altos aluguéis”.

“Tenho notado as preocupações sobre nosso futuro comum, as falhas da globalização, as falhas da Europa, o meio-ambiente”, disse.

Hollande disse que mostrará “uma visão diferente da presidência”, sendo o “candidate do respeito e do diálogo”.

Em seu discurso, a candidata derrotada, Martine Aubry, disse que vai investir toda sua “força e energia para assegurar que ele (Hollande) será o presidente da França daqui a sete meses”.

Experiência

Hollande se tornou o favorito entre os socialistas franceses após a saída de cena de Dominique Strauss-Kahn, cotado para ser o candidato dos socialistas.

O estouro de um escândalo sexual em Nova York custou a Strauss-Kahn, no entanto, o cargo de diretor-gerente do FMI e a possibilidade de ser candidato à presidência.

Francois Hollande, ex-marido da ex-candidata à presidência Ségolène Royal, tem bom trânsito político. Os críticos, no entanto, ressaltam sua falta de experiência administrativa.

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