Shalit diz esperar que libertações levem à paz entre israelenses e palestinos

Imagens de Gilad Shalit exibidas por canal de televisão do Egito (Foto: AP/TV Egípcia) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Após libertação, soldado falou à TV egípcia que tem 'muito o que fazer’

O soldado israelense Gilad Shalit, solto nesta terça-feira em troca da libertação de centenas de prisioneiros palestinos, disse esperar que o acordo para a sua libertação nesta terça-feira possa levar a um acordo de paz entre os dois povos.

"Espero que este acordo ajude para a conclusão de um acordo de paz entre israelenses e palestinos", disse ele à TV egípcia.

"Tenho esperança que a cooperação entre os dois lados seja consolidada."

Shalit foi levado de Gaza para o Egito na madrugada desta terça-feira, após o acordo entre Israel e o grupo islâmico Hamas, que controla o território palestino. Israel confirmou que seu estado de saúde é bom.

Ele foi entregue em seguida a autoridades no lado israelense da fronteira, onde era aguardado por seus familiares, que não o viam desde 2006.

Na entrevista para a TV egípcia, o soldado de 25 anos disse sentir "falta de encontrar pessoas normais, conversar com eles e contar sobre minha experiência... tenho muito o que fazer quando estiver livre".

"Obviamente sinto muita falta de minha família e de meus amigos... acredito que os egípcios foram bem sucedidos por meio de suas boas relações com o Hamas e com o lado israelense", completou.

Shalit descreveu seu período de cativeiro em Gaza como "anos de solidão", mas disse que sempre acreditou que seria "libertado algum dia". Ele disse que soube que seria libertado "há uma semana".

Ao mesmo tempo em que Shalit era libertado e entregue a autoridades israelenses, uma primeira leva de 477 prisioneiros deixava prisões israelenses a caminho do Egito. De lá, eles atravessaram a fronteira para a Faixa de Gaza, em Rafah, onde eram recebidos por uma multidão de palestinos.

Mais tarde, os ex-prisioneiros palestinos devem participar de uma grande festa de recepção preparada pelo Hamas na Cidade de Gaza.

A movimentação chegou a sofrer atrasos depois que duas prisioneiras palestinas se recusaram a ser deportadas para Gaza, mas o problema já teria sido resolvido.

Leia mais: Shalit é solto em troca de 1.027 palestinos

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