Polícia e manifestantes entram em choque durante greve geral na Grécia

Atualizado em  19 de outubro, 2011 - 15:14 (Brasília) 17:14 GMT
Jovens em frente a barricada em chamas enfrentam a tropa de choque em Atenas (Reuters)

Jovens em frente a barricada em chamas enfrentam a tropa de choque em Atenas

Policiais e manifestantes entraram em confronto nesta quarta-feira na Grécia, em meio à greve geral de 48 horas que paralisou o país.

O protesto, que reuniu dezenas de milhares de pessoas no centro de Atenas, na praça Sintagma, desencadeou episódios de violência, e alguns manifestantes atiraram coquetéis Molotov, tijolos e pedras contra a tropa de choque da polícia.

Em frente ao Parlamento, na capital grega, a tropa de choque enfrentou os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo e granadas de flash ("stun grenades", em inglês), enquanto tentavam formar uma barreira de defesa para o prédio do Parlamento.

Milhares de manifestantes também foram às ruas em outras cidades gregas, marcando o primeiro dia da greve geral. As grandes manifestações foram organizadas por sindicatos que afirmam que estes são os maiores protestos ocorridos no país este ano.

A greve geral foi convocada para protestar contra os planos do governo de adotar novas medidas de cortes de gastos para combater os crescentes problemas com a dívida do país.

O plano prevê cortes de milhares de vagas de emprego e aumento de impostos. O Parlamento deve votar nesta quarta e na quinta-feira mais uma rodada de cortes, incluindo planos de afastamento temporário de milhares de funcionários públicos.

Exigências

A União Europeia e o FMI exigiram que o governo grego fizesse cortes para liberar parcelas de empréstimos para a Grécia. Até o momento, Atenas já aprovou uma rodada de medidas de austeridade.

Desde que o governo grego começou a implementar essas medidas, o ritmo dos protestos no país tem se acelerado, com greves rápidas em vários setores.

Esta última greve geral de 48 horas foi coordenada por dois grandes sindicatos de trabalhadores do setor privado.

Mas departamentos do governo, lojas, empresas e escritórios fecharam e, pela primeira vez, pequenos empresários e donos de lojas também participaram da paralisação.

Controladores de tráfego aéreo também fizeram uma paralisação de 12 horas, e cerca de 150 voos domésticos e internacionais foram cancelados. Trens, ônibus, táxis de caminhões estão parados.

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