Fotos mostram riscos de reciclagem manual de lixo eletrônico em comunidades pobres

Atualizado em  9 de novembro, 2011 - 06:37 (Brasília) 08:37 GMT

GALERIA DE FOTOS: RECICLADORES DE E-LIXO

  • Foto: Empa – ewasteguide.info
    O Laboratório Federal para Ciência e Tecnologia de Materiais da Suíça (Empa) registrou a reciclagem informal de lixo eletrônico em 11 países do mundo. Na imagem, uma área de descarte de eletrônicos em Acra, capital de Gana, na África. Foto: Empa – ewasteguide.info
  • Foto: Empa – ewasteguide.info
    O país africano é um dos principais receptores de eletrônicos de segunda mão da Europa e dos EUA, de acordo com o chefe do departamento científico do Empa, Mathias Schluep. Acima, recicladores queimam partes de monitores e equipamentos que não serão utilizadas ao ar livre em Gana. Foto: Empa – ewasteguide.info
  • Foto: Empa – ewasteguide.info
    A instituição de pesquisa suíça alerta para os perigos do manejo de metais pesados na reciclagem e destruição de equipamentos em países em desenvolvimento. Em Acra, testes feitos em uma escola próxima a um centro de reciclagem informal mostraram níveis de chumbo, cádmio e outros poluentes cerca de 50 vezes acima dos níveis considerados seguros. Foto: Empa – ewasteguide.info
  • Foto: Empa – ewasteguide.info
    Equipamentos quebrados que chegam de países europeus são desmanchados e, algumas vezes, derretidos em processos manuais, para que se obtenha ouro, cobre, chumbo e outros metais. Na imagem, chumbo derretido de baterias de carros em Acra. Foto: Empa – ewasteguide.info
  • Foto: Empa – ewasteguide.info
    De acordo com Schluep, os países do oeste da África são os principais receptores de eletro-eletrônicos europeus de segunda mão. A exportação destes equipamentos é, muitas vezes, organizada por pequenos empresários de países como Gana, Nigéria e Benin, que moram na Europa. Acima, um centro de desmanche manual de lixo eletrônico em Lagos, na Nigéria. Foto: Empa – ewasteguide.info
  • Foto: Empa – ewasteguide.info
    Os equipamentos usados são levados aos países africanos para serem revendidos a preços baixos. No entanto, cerca de 30% deles chegam quebrados. Metade deste total é conserta e revendida e a outra metade é descartada imediatamente. Na imagem, um homem conserta uma televisão quebrada em Cotonou, no Benin. Foto: Empa – ewasteguide.info
  • Foto: Empa – ewasteguide.info
    A China e a Índia são os principais receptores de lixo eletrônico na Ásia. Na imagem acima, um homem queima uma placa de circuito eletrônico para remover metais utilizados na peça em Taizhou, na China. O processo libera componentes tóxicos no solo e no ar. Foto: Empa – ewasteguide.info
  • Foto: Empa – ewasteguide.info
    Taizhou é a capital da província de Jiangsu, que, de acordo com Mathias Schluep, é o maior centro de reciclagem semi-informal de lixo eletrônico do mundo. Na foto acima, trabalhadores desmontam manualmente as placas de circuito eletrônico. Foto: Empa – ewasteguide.info
  • Foto: Empa – ewasteguide.info
    Os resíduos deixados por processos de recuperação dos metais contaminam lagos e rios na região. Na imagem acima, efluentes do processo de dissolução do cobre em circuitos eletrônicos escorrem para um rio em Taizhou. O processo utiliza ácido sulfúrico. Foto: Empa – ewasteguide.info
  • Foto: Empa – ewasteguide.info
    Em países receptores de lixo eletrônico, a reciclagem e a recuperação de metais são vistas como oportunidades para comunidades mais pobres, que se organizam em pequenos negócios especializados. Na imagem, uma mulher separa manualmente os fios de cobre de um circuito eletrônico em Nova Délhi, na Índia. Foto: Empa – ewasteguide.infos
  • Foto: Empa – ewasteguide.info
    Segundo o Empa, nos circuitos de 100 mil celulares há cerca de 2,4 quilos de ouro, mais de 900 quilos de cobre e 25 quilos de prata, que valeriam mais de US$ 250 mil (R$ 430 mil) se fossem completamente recuperados. A recuperação destes materiais é um desafio em meio a alertas sobre a possível escassez de metais utilizados em equipamentos eletrônicos. Na imagem, crianças indianas trabalham no desmanche de circuitos. Foto: Empa – ewasteguide.info
  • Foto: Empa – ewasteguide.info
    Na América Latina, parte dos recicladores se organiza em pequenas empresas familiares que desmancham os equipamentos e vendem os metais para clientes menores e grandes empresas de reciclagem. Acima, uma trabalhadora desmancha um circuito eletrônico em Santiago, no Chile. Foto: Empa – ewasteguide.info
  • Foto: Empa – ewasteguide.info
    Apesar do caráter formal e do melhor manejo dos recursos por algumas pequenas empresas, os recicladores destas regiões também tem problemas com o armazenamento de equipamentos elétricos, que frequentemente causam a contaminação do solo desprotegido. Na foto, um deposito de lixo eletrônico em Santiago. Foto: Empa – ewasteguide.info
  • Foto: Empa – ewasteguide.info
    Na Colômbia, empresas familiares de reciclagem encontraram modelos inovadores de negócios e se tornaram fontes de emprego para cidadãos menos favorecidos no mercado de trabalho. Na foto acima, uma empresa chefiada por mães de família em Medellín emprega mães solteiras e pessoas portadoras de deficiência. Photo: Empa – ewasteguide.info
  • Foto: Empa – ewasteguide.info
    A instituição suíça realiza oferece treinamento e apoio a recicladores em diversos países, em parceria com governos, agências da ONU e empresas de eletrônicos, como a Microsoft, a Nokia e a Hewlett Packard. No Peru (foto), um projeto ajudou a fortalecer pequenas empresas que reconstroem monitores de TV e outros equipamentos, para a revenda. Foto: Empa – ewasteguide.info

Desafio eletrônico

O Laboratório Federal para Ciência e Tecnologia de Materiais da Suíça (Empa) registrou os principais centros de reciclagem informal de lixo eletrônico em 11 países do mundo, em um esforço para chamar a atenção sobre os perigos da contaminação causados pelo processo.

O chefe do departamento científico da instituição, Mathias Schluep, disse à BBC Brasil que os países do oeste da África são os principais receptores de eletro-eletrônicos europeus e norte-americanos de segunda mão, parte dos quais se transforma rapidamente em lixo.

O transporte do lixo eletrônico, proibido internacionalmente, é feito de maneira clandestina para países africanos e asiáticos misturado a carregamentos de eletrônicos de segunda mão importados de países desenvolvidos.

"Os equipamentos usados são revendidos na África e na Ásia preços muito baixos. No entanto, cerca de 30% deles chegam quebrados. Metade deste total é consertada e revendida e a outra metade é descartada imediatamente", disse Schluep.

Em Gana, um dos principais receptores de eletrônicos europeus de segunda mão na África, testes feitos em uma escola próxima a um centro de reciclagem informal mostraram níveis de chumbo, cádmio e outros poluentes cerca de 50 vezes acima dos níveis considerados seguros.

Na China e na Índia, os maiores países receptores e recicladores de lixo eletrônico na Ásia, trabalhadores realizam - manualmente e sem proteção - a separação de metais de placas de circuito, que liberam resíduos tóxicos no solo e nos rios.

A instituição suíça oferece treinamento e apoio a recicladores em diversos países, em parceria com governos, agências da ONU e empresas de eletrônicos, como a Microsoft, a Nokia e a Hewlett Packard.

De acordo com Schluep, a reciclagem e a extração de materiais de televisores, celulares e computadores quebrados é vista como oportunidade para milhares de comunidades mais pobres, em meio a alertas sobre a possível escassez de metais essenciais para a construção de equipamentos eletrônicos.

O Empa estima que em 100 mil celulares haja cerca de 2,4 quilos de ouro, mais de 900 quilos de cobre e 25 quilos de prata, que valeriam mais de US$ 250 mil (R$ 430 mil) se fossem completamente recuperados.

BBC © 2014 A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos.

Esta página é melhor visualizada em um navegador atualizado e que permita o uso de linguagens de estilo (CSS). Com seu navegador atual, embora você seja capaz de ver o conteúdo da página, não poderá enxergar todos os recursos que ela apresenta. Sugerimos que você instale um navegados mais atualizado, compatível com a tecnologia.