Suécia é ‘ilha de prosperidade’ em meio à crise na União Europeia

Decoração de Natal em rua comercial de Estocolmo Direito de imagem AFP
Image caption Perspectivas da economia sueca continuam muito melhores que as de outros países da União Europeia

Assim como a Grã-Bretanha, a Suécia decidiu não adotar o euro como moeda, apesar de fazer parte da União Europeia. As semelhanças entre os dois países, porém, param por aí. Enquanto a economia britânica patina, a Suécia aparece como uma verdadeira “ilha de prosperidade” em meio às perspectivas negativas na região.

Os juros pagos pelos títulos da dívida sueca (com classificação de segurança máxima pelas agências de risco) são atualmente os mais baixos em toda a União Europeia, até mesmo que os da Alemanha, normalmente tidos como referência por serem os mais baixos.

A economia sueca foi a que mais cresceu no ano passado na União Europeia (5,6%) e tem previsão de crescimento de 4% neste ano.

A relação entre a dívida pública e o PIB está em queda acentuada, de 50,3% em 2004 para estimados 36,3% neste ano (maior apenas que as de Estônia, Bulgária e Luxemburgo na UE).

A taxa de desemprego, que chegou a 9% após a crise global de 2008, caiu a 7,2% em setembro deste ano, segundo o último dado disponível.

'Caso especial'

“A Suécia é quase um caso especial em toda a Europa, porque sua economia continua a manter fundamentos fortes, como finanças públicas sólidas, uma indústria competitiva, um mercado de trabalho que funciona bem e um sistema bancário comparativamente robusto”, afirma Neil Prothero, analista para Europa Ocidental da Economist Intelligence Unit, o braço de pesquisas da revista britânica The Economist.

“O país permanece em uma situação mais bem posicionada para absorver um grande choque econômico que a maioria, se não todos, os parceiros da União Europeia”, observa.

Apesar do quadro favorável, um relatório da Comissão Europeia (o braço executivo da UE) divulgado no início do mês adverte que o país não passará totalmente incólume à crise na zona do euro.

“Nos últimos meses a crescente incerteza sobre o risco soberano na zona do euro e suas implicações para o crescimento econômico minou a confiança empresarial e dos consumidores, que caiu acentuadamente para níveis normalmente observados em conexão com crescimento muito lento ou negativo”, diz o relatório.

Segundo o documento, os dados econômicos do terceiro trimestre deste ano mostraram “sinais em ambas as direções, com a produção industrial e novos pedidos em um caminho de queda leve, enquanto a produção de serviços se mantém firme”.

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