Morre paciente diagnosticado com gripe aviária na China

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Image caption 17 mil aves foram abatidas em Hong Kong depois de o vírus H5N1 ter sido descoberto em uma carcaça

Um homem que foi diagnosticado com o primeiro caso de gripe aviária na China em mais de um ano morreu na cidade de Shenzhen, segundo autoridades do país.

O motorista de ônibus de 39 anos foi internado com sintomas de pneumonia, mas passou por exames que revelaram a presença do vírus H5N1.

Segundo o Ministério da Saúde da China, o paciente não esteve em contato com aves, nem viajou recentemente.

O H5N1 apresenta um alto nível de mortalidade, matando até 60% dos humanos infectados.

O Ministério da Agricultura chinês alertou no mês passado que o vírus da gripe aviária parece estar presente em grande parte dos mercados de aves do país, especialmente no sul.

Na semana passada, uma galinha morta devido à doença fez com que autoridades em Hong Kong emitissem um alerta.

Cerca de 17 mil aves foram abatidas e a importação e venda de galinhas vivas foi proibida por três semanas depois que a carcaça da ave, cuja origem não foi divulgada, foi encontrada em um mercado.

Vírus nos mercados

O último caso da doença em Hong Kong foi registrado em novembro de 2010, quando uma mulher de 59 anos ficou em quarentena após contrair o vírus, mas sobreviveu.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a gripe aviária matou 331 pessoas desde 2003.

O vírus foi eliminado da maior parte dos 63 países atingidos no auge do surto de 2006, mas continua endêmico em Bangladesh, Egito, Índia, Indonésia, Vietnã e China.

Pesquisa científica

Recentemente, a OMS expressou preocupação sobre a maneira como pesquisas científicas sobre o vírus H5N1 estão sendo conduzidas.

A Organização diz que este tipo de trabalho envolve grandes riscos.

Cientistas na Holanda e nos Estados Unidos afirmaram na semana passada ter descoberto que o vírus da gripe aviária pode sofrer mutações e se espalhar mais rapidamente para - e entre - humanos e outros mamíferos.

O governo americano pediu que os pesquisadores não divulguem os detalhes de seu estudo, para evitar que as informações possam ser usadas para a fabricação de armas biológicas.

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