Reunião na Grécia acaba sem acordo sobre medidas de austeridade

Reunião de líderes políticos em Atenas (AP) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Uma nova reunião deve ocorrer nesta segunda-feira

Líderes dos partidos que fazem parte da coalizão de governo da Grécia encerraram sem acordo uma reunião que visava determinar a implementação das reformas exigidas pelo FMI e União Europeia para liberar um pacote de ajuda de 130 bilhões de euros.

O primeiro-ministro, Lucas Papademos, esperava chegar a um acordo com os líderes dos três partidos na noite deste domingo, mas agora a reunião deve ser retomada nesta segunda-feira.

Os líderes dos outros dois partidos da coalizão afirmaram depois da reunião que ainda são contra a aplicação de mais medidas de austeridade no país.

"Não vou contribuir para uma revolução que vai nos humilhar e vai queimar a Europa", disse Giorgos Karatzaferis, líder do partido Laos de extrema direita.

Antonis Samaras, líder do Partido Nova Democracia, conservador, afirmou que está sendo pedido ao país "mais austeridade do que pode suportar", segundo a agência de notícias AFP.

No entanto, o correspondente da BBC em Atenas Mark Lowen afirmou que o gabinete de Papademos divulgou uma declaração informando que foi fechado um acordo para a redução dos gastos públicos e também na questão de recapitalização dos bancos.

Mas, não houve acordo para cortes no salário mínimo ou bônus de férias.

Exigências

O FMI e a União Europeia exigem uma série de reformas na Grécia antes de liberar o pacote de ajuda. O dinheiro deve ser disponibilizado até o meio de março para que o governo grego não dê o calote em sua dívida.

Ministros de países membros da zona do Euro esperavam se reunir nesta segunda-feira para finalizar o pacote de ajuda, o segundo para a Grécia, mas esta reunião já foi cancelada.

"Os líderes políticos devem dar uma resposta amanhã (segunda-feira) à tarde", disse o porta-voz do Partido Socialista (Pasok), Panos Beglitis, à agência de notícias Reuters.

As autoridades da União Europeia já demonstraram frustração com a Grécia devido aos atrasos do governo grego para aprovar os termos exigidos para a liberação do último pacote de ajuda ao país, que virá da União Europeia, FMI e do Banco Central Europeu.

As três entidades internacionais querem um corte no valor do salário mínimo e também o fim do salários 13º e 14º, pagos para os trabalhadores gregos como um bônus anual. Além disso, as três entidades também querem a liberalização de regulamentações trabalhistas do país.

Os oponentes afirmam que mais cortes vão piorar as condições de vida na Grécia que já foram muito afetadas por dois anos de medidas de austeridade já aplicadas no país.

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