Bastião da oposição síria volta a ser alvo de ataque intenso

Veículo blindado danificado das forças do governo sírio no bairro de al-Khalidya, em Homs (Reuters) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Veículo blindado danificado das forças do governo sírio no bairro de al-Khalidya, em Homs

A cidade de Homs, bastião do movimento rebelde na região central da Síria, foi alvo de um novo ataque de forças do governo.

Ativistas de oposição informaram que 12 pessoas foram mortas na cidade nesta terça-feira e outras cem ficaram feridas. A informação não tem confirmação independente.

Segundo o correspondente da BBC em Beirtue, Jim Muir, o último bombardeio contra a Homs é considerado o mais pesado dos últimos dias.

De acordo com as últimas informações vindas da cidade, um hospital improvisado foi atingido pela artilharia pesada e imagens de vídeo mostraram o que parecem ser tanques se movimentando em Homs.

O correspondente da BBC afirma que ainda não está claro se este último bombardeio pode ser o precursor de um temido ataque terrestre ao bairro de Baba Amr.

Acredita-se que centenas de rebeldes do Exército Livre da Síria estejam no bairro e correspondentes afirmam que não se sabe se eles resistiriam a um ataque terrestre.

Um ativista escondido em Baba Amr, identificado apenas como Omar, disse à BBC que o bairro não é mais um lugar seguro.

"Estou tentando deixar a área por causa dos tiros e da artilharia pesada que atingiram a cidade. Este é um ataque militar em larga escala contra civis indefesos", disse.

Jim Muir disse ainda que prédios foram demolidos na cidade com o ataque desta terça-feira.

Rússia e EUA

A Rússia propôs que a ONU designe um enviado especial para a Síria, para ajudar a coordenar a entrega de ajuda humanitária ao país.

Rússia e China vetaram resoluções da ONU que condenavam a violência na Síria e davam apoio a um plano da Liga Árabe que visava encerrar a violência no país.

O senador americano John McCain afirmou, por sua vez, que o governo americano e seus aliados devem encontrar uma forma de ajudar a armar os rebeldes sírios.

"É hora de darmos a eles os recursos para reagir e parar o massacre", disse o senador durante uma visita ao Cairo, no Egito.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse, na segunda-feira, que está tentando negociar um cessar-fogo para que suprimentos médicos e alimentos sejam levados a áreas da Síria mais afetadas pela violência.

A rebelião de 11 meses contra o governo do presidente Bashar al-Assad já provocou a morte de mais de 7 mil pessoas, segundo grupos de direitos humanos.

O governo afirma que 2 mil integrantes das forças de segurança do país foram mortos em combates contra ''gangues armadas e terroristas''.

O governo da Síria está tentando realizar um referendo no domingo, que vai votar uma proposta de nova Constituição para o país. Segundo o governo, esta nova Constituição é o ponto principal de seu programa de reformas.

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