Hillary pede que maiores cidades sírias se levantem contra al-Assad

Hillary Clinton Direito de imagem AFP
Image caption Para Hillary Clinton, intervenção estrangeira na Síria não é possível no momento

A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, sugeriu neste domingo que a população das duas maiores cidades da Síria, Damasco e Aleppo, se junte aos protestos contra o regime do presidente Bashar al-Assad, em meio aos bombardeios contra grupos opositores em Homs, a terceira maior cidade do país.

Ela afirmou que "um massacre horrível" está em curso em Homs e questionou o apoio do resto da população síria.

Em entrevista à BBC, a secretária de Estado americana afirmou que uma intervenção estrangeira na Síria não é possível no momento e somente aceleraria uma guerra civil no país.

Segundo ela, uma operação de apoio semelhante à que ajudou a derrubar o coronel Muamar Khadafi na Líbia não é possível porque, ao contrário dos rebeldes líbios, os opositores sírios não mantêm controle territorial.

Segundo ativistas, ao menos 13 pessoas foram mortas neste domingo, 11 delas em Homs. Os números não foram confirmados independentemente.

Preocupação

Hilary Clinton afirmou estar preocupada com a possibilidade de uma guerra civil no país.

"Estou preocupada com isso, Acho que há toda a possibilidade de uma guerra civil", afirmou.

"Uma intervenção estrangeira não evitaria isso. Ela provavelmente aceleraria isso. Então, acho que enquanto temos que admitir qualquer cenário possível, há vários cenários ruins que estamos tentando avaliar", disse ela.

A secretária de Estado americana também voltou a criticar a Rússia e a China por seus vetos a uma resolução contra a Síria no Conselho de Segurança da ONU.

"Eles são livres para negociar a qualquer momento para tentar terminar com isso, mas o que posso ver é que suas negociações servem apenas para reforçar as tendências e as ações já existentes de al-Assad. As ações desses países são muito preocupantes, porque eles poderiam ser parte da solução", afirmou.

Para ela, se esses países não estivessem apoiando o regime sírio, al-Assad e seus aliados estariam mais pressionados a deixar o poder.

"Se eles tivessem se juntado a nós no Conselho de Segurança, acho que teríamos mandado uma mensagem muito forte a Assad de que ele precisaria começar a planejar sua saída, e as pessoas em seu entorno, que já estão se protegendo, começariam a fazer o mesmo", afirmou.