Soldado americano abre fogo contra moradores e mata 15 no Afeganistão

Soldado americano no Afeganistão Direito de imagem Reuters
Image caption Caso aconteceu próximo à base americana em Panjwai, na província de Kandahar

Um soldado americano no Afeganistão matou 15 pessoas e feriu outras neste domingo na província em Kandahar. Segundo as autoridades americanas, ele sofreu um colapso nervoso.

Ele deixou sua base militar em Panjwai por volta das 3h da manhã (19h30 de sábado no horário de Brasília), invadiu casas na região e abriu fogo contra moradores.

Uma pessoa da região disse à agência de notícias AP que ele abriu fogo em três casas diferentes. Em seguida, o soldado se entregou aos oficiais americanos.

Líderes tribais da região disseram que mulheres e crianças estão entre os 15 mortos.

Relações abaladas

O presidente afegão, Hamid Karzai, condenou os assassinatos. Ele disse que o fato é imperdoável.

As autoridades americanas pediram desculpas. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, disse que ficou "profundamente entristecido" ao saber do incidente.

A aliança militar Otan prometeu investigar o caso em cooperação com as autoridades afegãs e disse que o incidente é "profundamente lamentável".

Testemunhas disseram que moradores dos arredores de Panjwai protestaram em frente à base americana. A embaixada americana emitiu uma nota na qual recomenda que ninguém viaje à região.

O episódio pode afetar ainda mais a imagem dos soldados americanos no Afeganistão. No mês passado, tropas do país queimaram várias cópias do Corão, o livro sagrado do Islã. As forças americanas disseram que os livros foram queimados por engano.

Uma série de protestos devido ao episódio deixou 30 mortos, entre eles seis soldados americanos.

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