Síria expulsa diplomatas de países ocidentais

O embaixador americano na Síria, Robert Ford (Arquivo/AFP) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Robert Ford, embaixador americano a Síria, foi chamado de volta ainda em outubro

O governo da Síria declarou que vários embaixadores de países ocidentais não são mais bem-vindos no país, uma semana depois de diplomatas sírios terem sido expulsos de vários países.

Os enviados dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Turquia estão entre os diplomatas na lista divulgada pelo governo de Bashar al-Assad.

Na semana passada, pelo menos 13 países expulsaram diplomatas sírios em uma medida de protesto contra o massacre de mais de cem pessoas, incluindo 49 crianças, na cidade de Houla, na província de Homs.

A Turquia, por exemplo, expulsou todos os funcionários da embaixada síria.

Nesta terça-feira, no que foi descrito como uma medida de reciprocidade, o governo sírio anunciou que 17 diplomatas dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Suíça, França, Itália, Espanha, Bélgica, Bulgária, Alemanha e Canadá agora são considerados "personae non gratae" no país.

Todos os funcionários diplomáticos da Turquia também foram incluídos.

"A República Árabe da Síria ainda acredita na importância do diálogo baseado em princípios de igualdade e respeito mútuo", informou um comunicado do Ministério do Exterior da Síria.

"Esperamos que os países que iniciaram estas medidas adotem estes princípios, que vão permitir que as relações voltem ao normal novamente."

Protesto e segurança

O correspondente da BBC em Beirute Jim Muir afirma que será necessário muito tempo antes que os países ocidentais retomem os laços diplomáticos com a Síria.

Muitos destes países já tinham retirado seus embaixadores do país por motivos de segurança ou políticos, segundo Muir.

O embaixador dos Estados Unidos, Robert Ford, foi convocado de volta a Washington ainda em outubro, devido ao temor por sua segurança. E todos os funcionários da embaixada britânica já tinham sido retirados da Síria em março, também por motivos de segurança.

A França fechou sua embaixada em março, em protesto contra o que chamou repressão "escandalosa" dos protestos contra o governo.

A medida do governo da Síria foi anunciada no momento em que ativistas anunciam que pelo menos mais sete pessoas foram mortas em todo o país.

Quatro civis foram mortos durante a noite em uma "grande operação militar" em Kafrouaid, um vilarejo no norte da província de Idlib, segundo a organização Observatório Sírio para os Direitos Humanos, baseada na Grã-Bretanha.

Soldados e milícias partidárias do governo, com o apoio de tanques, teriam entrado na cidade de Kfar Sita, na província de Hama. Dois rebeldes foram mortos na cidade portuária de Latakia.

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