Contra crise, Banco Central europeu reduz juros ao menor nível histórico

Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (foto: Reuters) Direito de imagem Reuters
Image caption Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, diz que pressão da inflação foi reduzida

O BCE (Banco Central Europeu) reduziu sua taxa de juros de 1% para 0,75% - o patamar mais baixo já atingido pela zona do euro -, a fim de estimular a economia.

O BCE também eliminou a taxa paga aos depósitos, que era de 0,25%.

Os cortes coincidem com medidas tomadas por outros bancos centrais majoritários.

Entre elas estão a liberação de 50 bilhões de libras do Banco da Inglaterra para estímulo da economia e um corte da taxa de juros do Banco da China.

O corte na taxa de depósito tem o objetivo de estimular empréstimos entre bancos, uma vez que fundos colocados em bancos comerciais durante a noite estão atualmente recebendo 0,3% de juros.

Pesquisas divulgadas nesta semana indicaram que o setor de serviços da zona do euro continuou a afundar em junho e a confiança empresarial caiu.

O presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou que a zona do euro possivelmente terá uma crescimento pequeno ou nulo no segundo trimestre de 2012. Porém, ela deve se recuperar até o fim do ano.

Inflação caindo

Draghi disse que a economia da zona do euro enfrenta riscos, mas a inflação não parece ser uma ameaça: "pressão da taxa de inflação foi reduzida. Ao mesmo tempo, o crescimento econômico na zona do euro continua a ser fraco".

Em uma entrevista após o anúncio da decisão, ele foi questionado se a atual situação econômica está tão ruim quanto em 2008. "Definitivamente não", ele respondeu.

O corte na taxa de juros foi feito apesar da inflação estar a uma taxa superior a 2%.

Porém, a taxa de inflação tem caído recentemente e deve chegar para 1,6% no ano que vem.

Uma taxa de juros inferior à inflação visa desencorajar a poupança e promover investimentos.

Esse corte na taxa de juros é o terceiro desde que Draghi se tornou presidente do BCE no fim do ano passado.

Draghi disse que a decisão sobre o corte foi unânime.

Notícias relacionadas