ONU pode reduzir missão na Síria; Hillary pressiona China e Rússia

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Image caption Secretária de Estado americana aumentou pressão sobre Rússia e China em reunião sobre a Síria

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, recomendou nesta sexta-feira que a missão da entidade na Síria seja reduzida e assuma um papel de mediação política diante do agravamento da violência no país.

Ao mesmo tempo, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pressionou a China e a Rússia durante a reunião internacional dos "amigos da Síria".

Em um relatório ao Conselho de Segurança da ONU, Ban disse que a missão deve a partir de agora se concentrar em promover o diálogo e não mais monitorar um plano de paz mediado pelo também ex-chefe da ONU Kofi Annan ainda em abril.

A trégua acordada entre rebeldes e o governo do presidente Bashar al-Assad tem sido abertamente desrespeitada por ambos os lados, com o crescente número de mortos em meio aos confrontos.

O mandato da missão, que conta com 300 observadores, expira em duas semanas e o Conselho de Segurança, mais alto órgão da ONU, deve discutir o assunto na próxima quarta-feira, ao votar a potencial manutenção da equipe na Síria.Ban também disse que a missão deve focar seus trabalhos na capital, Damasco, e não mais em diferentes locais do país, onde muitos observadores acabaram sendo alvo de ataques.

Estimativas apontam para ao menos 15.800 mortos no país desde o início dos confrontos entre rebeldes que pedem a renúncia de Assad e as tropas do regime há mais de um ano.

Deserção

Os desdobramentos internacionais chegam no mesmo dia em que o regime de Assad sofreu uma importante deserção.

O ministro das Relações Exteriores da França anunciou na tarde desta sexta-feira a deserção do general Manaf Tlas, muito próximo a Assad.

O militar estaria na Turquia e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, incentivou os dirigentes sírios a desertarem, afirmando ser "o tempo de abandonar o ditador, ficar ao lado de seus compatriotas e ficar do lado certo da História".

Caso confirmada, a deserção seria a mais importante perda de aliados militares de Assad desde o início da revolta.

Ao mesmo tempo, na reunião internacional dos "amigos da Síria", Hillary pressionou os governos da Rússia e da China, e disse que os dois países não passarão incólumes por seus repetidos vetos na ONU contra quaisquer ações mais concretas para conter os avanços de Assad na Síria.

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