Robô vai desarmar bombas em casa de suspeito de matança na estreia de 'Batman'

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A polícia encontrou explosivos "extremamente sofisticados" no apartamento do suspeito de matar 12 pessoas na estreia de um filme da série "Batman" na madrugada desta sexta-feira em Denver, no Colorado, e pode levar horas ou até dias para lidar com a situação.

Depois de introduzir uma câmera por um buraco na janela do apartamento e identificar uma espécia de bomba-armadilha, a polícia planeja detonar os explosivos com o uso de um robô. As autoridades já isolaram cinco edifícios próximos e estabeleceram um perímetro de várias quadras para garantir o trabalho de esquadrões antibomba.

James Holmes - que foi preso horas após a matança - foi identificado como ex-estudante da Escola de Medicina de Denver, da Universidade do Colorado, que abandonou o curso em junho. A universidade divulgou uma foto do suspeito na tarde desta sexta-feira.

<span >O ataque começou na madrugada desta sexta-feira no Cinema Century 16, em um shopping center do bairro de Aurora, durante a estreia do filme Batman, o Cavaleiro das Trevas Ressurge. Ao menos 12 pessoas morreram e cerca de 50 ficaram feridas, 11 em estado grave. A vítima mais nova do ataque tinha 3 meses de idade.

O ataque provocou reações em várias cidades dos EUA e do mundo. Em Paris, a estreia do filme em um cinema do Champs-Elysées, foi cancelada. Em Nova York, a polícia decidiu enviar oficiais a várias sessões do filme, temendo que o ataque fosse "copiado" por outras pessoas. Em Washington, o presidente dos EUA, Barack Obama, emitiu nota dizendo estar "chocado e entristecido" com o episódio.

De acordo com a polícia de Aurora, bairro onde aconteceu a matança, Holmes se mudou para o Colorado vindo de San Diego, para a Califórnia, onde planejava obter seu diploma de pós-doutorado. A família de Holmes, que vive em San Diego, pediu à imprensa que "respeite sua privacidade e a da vizinhança".

Em nota, a família diz: "Nossos corações estão com os envolvidos nessa tragédia e com as famílias e amigos dos envolvidos. (...) Nossa família está cooperando com as autoridades em San Diego, Califórnia, e Aurora, Colorado. Ainda estamos tentando processar essa informação, e gostaríamos que as pessoas respeitassem nossa privacidade".

Cenas de horror

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O ataque ocorreu na premiére do filme da série Batman que teve início à meia-noite, em uma sala de cinema do shopping center Aurora, no bairro de mesmo nome, em Denver.

Testemunhas dizem que o atirador - que usava roupas pretas e uma máscara - lançou uma bomba de gás antes de abrir fogo contra a multidão.

Holmes foi preso momentos após o ataque em um estacionamento perto do cinema. Ele carregava um fuzil e uma pistola. O FBI (a polícia federal americana) se juntou às investigações, mas disse não ter motivos para acreditar que se trate de um atentado terrorista.

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Image caption Foto de James Holmes divulgada pela Universidade do Colorado, onde ele estudava.

O incidente em Denver foi o maior ataque a tiros nos EUA desde 2007, quando o estudante Seung-Hui Cho matou 32 pessoas no campus da faculdade de Virginia Tech, antes de se matar.

O cinema em Aurora fica a 32 quilômetros da escola Columbine, onde dois estudantes mataram a tiros 13 colegas em 1999.

Jornalistas e testemunhas contam que o ataque começou cerca de 30 ou 40 minutos após o início da sessão, e que muitos achavam que os tiros faziam parte do filme.

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"Eles (a plateia) primeiro acharam que era parte do filme, depois, que fosse alguma espécie de brincadeira. De repente todos começaram a se jogar no chão, e a correr para fugir do cinema", contou à BBC Brenda Stewart, da rádio americana KOA News.

Horas após o ataque, o presidente dos EUA, Barack Obama, emitiu comunicado lamentando a matança e dizendo que ele e a mulher, a primeira-dama Michelle Obama, estavam "chocados e entristecidos". Pouco depois, em um discurso, prometeu que seu governo fará tudo que ao seu alcance para apoiar as vítimas e punir o responsável, ou responsáveis, pelo incidente.

Tanto Obama quanto o candidato presidencial republicano, Mitt Romney, cancelaram compromissos de campanha para acompanhar as investigações sobre o incidente e o trabalho de apoio às vítimas. "Haverá outros dias para tratar de política. Hoje o dia é para rezar e refletir", disse Obama.

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