'Está provado que invasão não dá certo', diz Dilma sobre Síria

Dilma Rousseff durante pronunciamento na Casa Brasil no dia 26 de julho de 2012 Direito de imagem AFP Getty Images
Image caption Dilma enfatizou a necessiade de se buscar consenso

A presidente Dilma Rousseff voltou a afirmar nesta sexta-feira que o Brasil defende uma saída diplomática para o conflito na Síria.

A presidente citou ações militares externas como as invasões do Afeganistão e do Iraque como exemplos de iniciativas fracassadas de construção da paz.

''Não achamos que instrumentos usados até agora nos outros países, quais sejam: invasão do Iraque e do Afeganistão, resolvam qualquer problema. Está provado que não dá certo'', disse Dilma.

Questionada sobre se o Brasil apoiaria sanções ao país, a presidente deu uma declaração que poderia indicar uma possível mudança da postura brasileira, até então contrária a imposição de medidas contra o país árabe.

"Estamos abertos a qualquer discussão a respeito, mas ninguém aqui vai discutir em tese. Vamos discutir as propostas concretas. Não se faz uma discussão dessa seriedade em tese".

Em entrevista coletiva no hotel Ritz, no qual está hospedada em Londres, e antes de se encontrar com atletas brasileiros, a presidente defendeu as tentativas de paz lideradas pelo enviado especial da ONU à Síria, Kofi Annan.

Consenso

A líder brasileira afirmou ainda acreditar ser necessária uma posição comum no Conselho de Segurança das Nações Unidas no sentido de construir a paz na Síria.

''O que temos que construir em conjunto, todas as nações do mundo, é um caminho diferente em que a paz seja obtida por meios diplomáticos muito efetivos, de um consenso criado dentro do Conselho de Segurança.''

Antes da entrevista coletiva, Dilma se reuniu a portas fechadas com o líder da oposição na Grã-Bretanha, Ed Milliband.

Do hotel, ela seguiu para o centro de treinamento brasileiro em Crystal Palace, onde tinha marcado um almoço com atletas.

No final da tarde, ela participa de uma recepção com a rainha Elizabeth 2ª e conclui a sua agenda oficial na capital britânica no estádio olímpico, onde assiste a cerimônia de abertura da Olimpíada.

Dilma só embarca para o Brasil no sábado à noite, mas não tem compromissos oficiais durante o dia.

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