Esquadrão antibombas é enviado à casa de britânico morto nos Alpes

Atualizado em  10 de setembro, 2012 - 07:38 (Brasília) 10:38 GMT
Casa de Saad Al-Hilli

Cordão de isolamento foi estendido ao redor da casa de Saad Al-Hilli em Surrey

Um esquadrão antibombas foi enviado nesta segunda-feira à casa do britânico que morreu assassinado junto com a esposa e a sogra nos Alpes franceses na semana passada.

A polícia do condado inglês de Surrey, onde fica a casa de Saad al-Hilli isolou a região, fechando as ruas do entorno e retirando todos os vizinhos do local.

Detetives franceses e britânicos estão desde sábado na casa do britânico de origem iraquiana no pequeno vilarejo de Claygate à procura de pistas que revelem o motivo do assassinato da família durante suas férias na França.

A polícia de Surrey disse nesta segunda-feira que "devido a preocupações em relação a objetos encontrados no endereço em Claygate, os oficiais estenderam o cordão de isolamento ao redor da propriedade".

"Vizinhos nas imediações estão sendo evacuados. Nós vamos fornecer mais informações quando tivermos algo", afirma a nota da polícia inglesa.

Filhas testemunhas

Os oficiais britânicos disseram que a investigação está sendo liderada por policiais franceses.

As autoridades dos dois países tentam entender como e por que al-Hilli, de 50 anos, foi morto a tiros junto com sua esposa e sua sogra na quarta-feira da semana passada.

Saad Al-Hilli

Saad Al-Hilli (foto), esposa e sogra foram achados dentro de um carro nos alpes franceses

Os corpos foram encontrados dentro do carro da família em uma estrada nos alpes franceses, perto do camping onde estavam acampados de férias. No fim de semana, a polícia francesa confirmou que um dos mortos é mesmo a sogra de al-Hilli, de 74 anos, que tinha passaporte sueco. O seu nome não foi divulgado.

Duas crianças sobreviveram ao massacre. No domingo, a filha mais velha, Zainab, de sete anos, saiu de um coma induzido, após ter sido baleada no ataque. Zainab ainda está sedada e só poderá ser interrogada daqui a alguns dias.

A outra filha do casal, Zeena, de 4 anos, retornou à Grã-Bretanha. Ela não foi ferida no ataque e ficou escondida por oito horas depois de o carro ser encontrado. A polícia francesa afirmou que ela não forneceu nenhum dado relevante que possa ajudar na investigação.

"Ela voltou para a Grã-Bretanha de avião. Ao chegar, ela foi colocada sob os cuidados de autoridades e serviços sociais", disse o investigador francês Eric Maillaud.

Disputa de irmãos

"Todo mundo fala que há disputas entre os irmãos, como se isso fosse um fato concreto. Os irmãos dizem que não houve disputa, então vamos seguir com cautela a respeito disso"

Eric Maillaud, investigador francês

Na França, a polícia retornou ao local do crime e aumentou a área de buscas por mais pistas. Os franceses também pediram ajuda a policiais suíços e italianos, países que fazem fronteira com a França na região.

"Nós queremos entender como as pessoas que cometeram esse crime conseguiram fugir", disse Maillaud.

As autoridades confirmaram no final de semana o nome do ciclista que também foi encontrado morto próximo do local. Sylvain Mollier, de 45 anos, aparentemente foi executado por ter presenciado a morte da família al-Hilli.

A autópsia dos corpos revelou que as quatro vítimas foram mortas com dois tiros na cabeça cada uma. No total, 25 tiros foram disparados durante o incidente.

Casa em Surrey

Investigação na propriedade de al-Hilli começou no sábado e continua nesta segunda-feira

A polícia britânica havia dito na semana passada que havia uma disputa financeira entre Saad al-Hilli e seu irmão Zaid. No entanto, os investigadores franceses disseram que só pretendem interrogar Zaid na condição de testemunha, e não como suspeito.

"Todo mundo fala que há disputas entre os irmãos, como se isso fosse um fato concreto. O irmão diz que não houve disputa, então vamos seguir com cautela a respeito disso", afirmou Maillaud.

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