Relatório mostra os 100 animais mais ameaçados do mundo

Atualizado em  12 de setembro, 2012 - 07:42 (Brasília) 10:42 GMT
  • Foto: Ciro Albano
    A Sociedade Zoológica de Londres e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) divulgaram a lista dos 100 animais, plantas e fungos que estão mais próximos da extinção. Acima, o Soldadinho-do-araripe, pássaro do nordeste brasileiro. Foto: Ciro Albano
  • Foto: Luciano Candisani
    Cinco espécies brasileiras estão na lista. Entre elas, a preá Cavia intermedia (foto), considerada o mamífero mais raro do mundo, que vive em Santa Catarina. Foto: Luciano Candisani
  • Foto: Adam Kerezsy
    O relatório, que se chama "Inestimável ou Sem valor?", chama a atenção para a dificuldade de proteger espécies que não são consideradas "úteis". Acima, o peixe australiano Scaturiginichthys vermeilipinnis. Foto: Adam Kerezsy
  • Foto: Le Khac Quyet/University of Colorado Boulder
    Os cientistas temem que não seja possível salvar as espécies porque não se considera que elas trazem benefícios óbvios para a sociedade humana. Na imagem, o macaco Rhinopithecus avunculus, do Vietnã. Foto: Le Khac Quyet/University of Colorado Boulder
  • Foto: Rahul Sachdev
    "Todas as espécies listadas são únicas e insubstituíveis. Se elas desaparecerem, nenhuma quantia de dinheiro poderá trazê-las de volta", diz Ellen Butcher, co-autora do levantamento. Na imagem, a Grande abertada indiana. Foto: Rahul Sachdev
  • Foto: André Freitas
    A lista tem espécies de 48 países e foi compilada por 8 mil cientistas da UICN. Na foto acima, dois exemplares da borboleta brasileira Actinote zikani, ainda encontrada na região da Mata Atlântica de São Paulo. Foto: André Freitas
  • Foto: Reagan Villanueva
    O inseto Risiocnemis seidenschwarzi (acima), similar à libélula, existe somente em uma área de 30 metros quadrados na ilha de Cebu, nas Filipinas, seu habitat original foi destruído por um fazendeiro que se mudou para o local e usava pesticidas regularmente. Foto: Reagan Villanueva
  • Foto: Ken Wood
    Jonathan Baillie, da Sociedade Zoológica de Londres, diz que os doadores para projetos de conservação e as próprias organizações conservacionistas tendem a pensar "o que a natureza pode fazer por nós?" ao priorizar projetos que ajudam espécies consideradas lucrativas. Na foto, o Hibiscadelphus woodii, encontrado no Havaí. Foto: Ken Wood
  • Foto: R D Bartlett
    "Temos uma decisão moral e ética importante a tomar: essas espécies tem direito a sobreviver ou nós temos o direito de levá-las à extinção?", diz Baillie. Na imagem, a Salamandra-imperador-pintada, natural do Irã, que é ameaçada pelo comércio ilegal de animais. Foto: R D Bartlett
  • Foto: Andrew Young
    O macaco Muriqui-do norte (foto), encontrado desde o sul da Bahia a parte do Paraná, é considerado o maior primata do continente americano, mas está ameaçado pelo desmatamento e pela caça ilegal. Foto: Andrew Young
  • Foto: Christopher Kaiser- Bunbury
    O levantamento inclui os motivos pelos quais cada espécie está em perigo e o que pode ser feito pela comunidade internacional. Na ilha Maurício, existem menos de dez exemplares da planta Elaeocarpus bojeri, que produz as flores da imagem acima. Foto: Christopher Kaiser- Bunbury
  • Foto: Baz Scampion
    O maçarico-bico-de-colher é a ave mais ameaçada do mundo, natural do nordeste da Rússia e sudeste asiático. Nos últimos dez anos, sua população caiu de 3 mil exemplares para menos de 100. Conservacionistas tentam fazer com que ela se reproduza em cativeiro. Foto: Baz Scampion
  • Foto: Eric van der Vlist
    O Albatroz-de-Amsterdam, natural da ilha de Amsterdam, no oceano Índico, é vítima de uma doenças e da captura acidental durante a pesca no local. A introdução de gatos de rua na ilha também contribuiu para que hoje sua população tenha menos de 100 exemplares. Foto: Eric van der Vlist
  • Foto: Eduardo Toral-Contreras
    O sapo do Rio Pescado, encontrado no sudoeste do Equador, é vítima da expansão da agricultura na regiçao e da infecção fatal quitridiomicose, que afeta anfíbios. Foto: Eduardo Toral-Contreras

Inestimáveis

A Sociedade Zoológica de Londres e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) divulgaram a lista dos 100 animais, plantas e fungos que estão mais próximos da extinção. A lista tem espécies de 48 países e foi compilada por 8 mil cientistas da UICN.

Cinco espécies brasileiras estão na lista. Entre elas, um macaco, duas borboletas, uma preá, e um pássaro. Todos eles são vítima do desmatamento de seus habitats no nordeste, sudeste e sul do país.

O relatório, que se chama "Inestimável ou Sem valor?", chama a atenção para a dificuldade de proteger espécies que não são consideradas "úteis".

Os cientistas temem que não seja possível salvar espécies que não tragam benefícios óbvios para a sociedade humana.

"Todas as espécies listadas são únicas e insubstituíveis. Se elas desaparecerem, nenhuma quantia de dinheiro poderá trazê-las de volta", diz Ellen Butcher, co-autora do levantamento.

Jonathan Baillie, da Sociedade Zoológica de Londres, diz que os doadores para projetos de conservação e as próprias organizações conservacionistas tendem a pensar "o que a natureza pode fazer por nós?" ao priorizar projetos que ajudam espécies consideradas lucrativas.

"Temos uma decisão moral e ética importante a tomar: essas espécies tem direito a sobreviver ou nós temos o direito de levá-las à extinção?", diz Baillie.

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