'Um Olhar Positivo' sobre a vida com HIV

Atualizado em  27 de setembro, 2012 - 10:34 (Brasília) 13:34 GMT
  • Cleverson, Rio de Janeiro
    Cleverson descobriu que era HIV positivo quando tinha 18 anos. Ele é um dos 17 portadores do vírus que participam do projeto "Um Olhar Positivo", no Rio de Janeiro. Cada um recebeu uma câmera para fazer um ensaio de fotos autobiográficas (Crédito: Cleverson)
  • O jovem, que descobriu ser soropositivo durante exames para ingressar nas Forças Armadas, disse: "É só um vírus e, se você controlá-lo, pode ter uma vida normal, como eu." As fotos datam de junho de 2009, mas o projeto começou antes e continua crescendo. (Crédito: Cleverson)
  • "Um Olhar Positivo" começou na Cidade do México em 2008 e inicialmente era chamado de "Histórias Positivas". Silvia foi uma das 14 participantes do projeto original. Quando foi diagnosticada com a doença, ela se preocupava em ter de ficar longe dos filhos. "Mas você não pode esperar sentada a morte chegar" (Crédito: Sílvia)
  • Silvia disse que tirou essa foto por conhecer muitas pessoas que morreram. "Envio luz para que elas possam descansar" (Crédito: Silvia)
  • O projeto chegou em Washington este ano. Kyle é um dos participantes e conta que tirou essa foto na escola onde trabalha. "Posso ver a compaixão nos rostos dos meus colegas".
  • Alejandro, do México, conta que ficou fascinado com o projeto e que gosta especialmente das fotos que tirou abraçado de sua mãe. "Prometi que o vírus jamais me venceria. Decidi ser forte."
  • A carioca 'Aninha' vive com o HIV há 20 anos. "Quando descobri que estava grávida e tinha o vírus, foi o período mais difícil da minha vida", conta. Mas ela afirma que sua maior alegria foi abrir o exame e descobrir que seu filho não estava contaminado.
  • Cazu, também do Rio, diz: "Tudo o que consegui, todos os papéis importantes no cinema e no teatro, tudo aconteceu depois que descobri ser soropositivo". Ele conta que jamais vai deixar o vírus atrapalhar sua vida
  • A sul-africana 'Gugu' conta que foi estuprada e ficou 3 meses em coma. Quando acordou, o médico lhe contou que ela estava grávida e que havia sido infectada com o vírus da AIDS. Ela diz ter sofrido preconceito inclusive da própria família e aconselha outros soropositivos: "Vivam abertamente, não se importe com a opinião dos outros"
  • O jornalista mexicano Roberto disse que as fotos o ajudaram a pensar na relação que tinha com o próprio corpo. Ele conta que teve sorte por ter tido apoio da família e de amigos.
  • "Não é tão difícil viver se você não foca sua vida na doença", diz Roberto, que deciciu registrar os remédios que toma diariamente.
  • De Los Angeles, LaVera conta que evitou inicialmente contar ao marido que era portadora de HIV, já que ele é de Gana, onde os soropotivos podem ser expulsos da comunidade. Hoje, ele aceita sua condição. "Usamos camisinha todos os dias".

Retratos de um soropositivo

No projeto intitulado "Um Olhar Positivo", portadores de HIV em diversas partes do mundo ganham câmeras para registrar seu cotidiano.

Soropositivos do Rio de Janeiro, da Cidade do México e de várias cidades americanas retratam sua rotina e contam, por meio das fotos, como convivem com o vírus.

Entre os participantes, há desde um jovem carioca a uma mexicana mãe de três filhos.

Eles revelam como encaram a doença com perseverança e o que fazem para levar uma vida normal. "É só um vírus", diz um dos participantes.

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