Petrobras cria comitê para acelerar venda de ativos no exterior

Atualizado em  4 de outubro, 2012 - 15:32 (Brasília) 18:32 GMT
A presidente da Petrobras, Graça Foster (Foto: Agência Brasil)

Segundo Graça Foster, objetivo é otimizar cumprimento do plano de desinvestimentos de 2012 a 2016

A Petrobras criou um comitê formado por membros de seu alto escalão para averiguar e otimizar o cumprimento de seu plano de desinvestimentos no exterior, estimado em US$ 14,8 bilhões até 2016, afirmou nesta quinta-feira a presidente da empresa, Graça Foster.

A criação do grupo foi aprovada em reunião da diretoria realizada na quarta-feira.

Os desinvestimentos feitos pela companhia, ou seja, a venda de ativos no exterior - como blocos de áreas de exploração nos quais a Petrobras detém participação, por exemplo - visam a gerar caixa para aplicar os recursos obtidos, especialmente, na exploração do pré-sal, uma das principais metas da Petrobras pelos próximos anos.

"O intuito é otimizar o cumprimento do plano de desinvestimentos de 2012 a 2016", disse Foster a jornalistas em um evento da revista britânica The Economist, em São Paulo.

"Esse grupo também buscará novas oportunidades de desinvestimentos", acrescentou.

Golfo do México

A presidente da Petrobras também confirmou que a venda dos ativos da empresa no México está próxima, como já havia adiantado ao jornal britânico Financial Times na ultima quarta feira.

Segundo ela, já há três compradores potenciais, mas se recusou a citar nomes ou valores. Foster afirmou apenas que espera vender os ativos por um valor entre US$ 4 bilhões a US$ 8 bilhões.

A presidente da Petrobras também negou qualquer reajuste no preço dos combustíveis.

Nos últimos anos, cresceu a pressão para que a companhia repassasse o aumento no preço internacional dos combustíveis ao consumidor brasileiro, mas o governo vetou, preocupado com a escalada inflacionária.

Mais cedo, durante um painel do evento mediado pelo editor da The Economist para as Américas, Foster já havia afirmado que a "paridade (dos preços) é destrutiva para o país (...) isso nunca foi e nunca será a política da Petrobras".

A presidente da petrolífera afirmou, contudo, que a companhia "trabalha pela convergência de preços".

Foster defendeu ainda a retomada do setor do etanol. Segundo ela, quanto maior for o consumo de álcool, menor tende a ser a importação de gasolina.

"Gostaria de ver a volta do etanol", disse ela.

Foster acrescentou que os resultados do terceiro trimestre da Petrobras estão dento das expectativas, mas se recusou a comentar valores.

De abril a junho deste ano, a Petrobras registrou um prejuízo de US$ 1,346 bilhão, o primeiro dos últimos 13 anos.

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