BBC promove debate sobre futuro da China com internautas de todo o mundo

Atualizado em  24 de outubro, 2012 - 09:24 (Brasília) 11:24 GMT
Auditório da BBC (BBC)

Auditoório da BBC teve lotação máxima para o evento

A BBC realizou nesta terça-feira um evento que visava discutir o futuro da China e como o país será dentro de duas décadas.

O evento foi realizado no auditório da sede do Serviço Mundial da BBC, na região central de Londres e contou com a participação de palestrantes chineses e de diferentes países.

O debate teve interações da plateia que lotou o auditório e de internautas de diferentes países, que enviaram comentários e perguntas por meio de Twitter e Facebook.

A BBC Brasil foi um dos serviços presentes ao debate, assim como os serviços em chinês, russo, árabe, espanhol, farsi e vietnamita.

Entre os participantes chineses, figuraram nomes como o repórter financeiro Daio Ying, do China Daily, o economista Kent Deng e a artista Aowen Jin. Entre os debatedores, esteve presente ainda o editor de economia da BBC, Robert Peston.

Internautas brasileiros

Os internautas brasileiros tiveram papel ativo na discussões que versaram sobre se a China será a maior potência mundial do futuro, se o país fará uma transição para a democracia e se a ascensão chinesa deve ser saudada ou vista com receio.

Por meio de nossa página no Facebook, Fabio Murai comentou que existe a impressão de que o ''Partido Comunista está sendo suplantado pela complexidade de uma sociedade mais capitalista e global'', opinião que encontrou eco entre os debatedores.

Alguns, como a escritora Wei Liang disseram que é preciso ver essa transição para uma economia de mercado, uma vez que a ascensão de defensores do liberalismo econômico vem contribuindo para as desigualdades sociais no país e poderá fazer com que ''aconteça na China o mesmo tipo de coisa que ocorreu na Rússia, uma privatização sem regras, que privilegiou poucos''.

Transição gradual

Para o internauta Bruno Elton Carneiro Santiago, a China provavelmente optará por uma transição gradual, uma vez que, segundo ele, o país ''nunca viveu uma democracia e será muito difícil que ela aconteça tão cedo. O que deve ser feito é uma maior abertura social, onde a população poderá ter um mínimo de liberdade de expressão, sem comprometer a estrutura do partido único''.

Palestrantes interagiram com internautas de todo o mundo (BBC)

Palestrantes interagiram com internautas de todo o mundo

Muitos na plateia disseram acreditar que China e Estados Unidos poderão ser aliados próximos no futuro, uma vez que compartilham interesses comuns.

Mas a possibilidade de a China se tornar a maior potência global nas próximas décadas, afirmaram palestrantes e integrantes do público, poderá acirrar as tensões entre os dois países.

Fatores históricos e diferenças culturais poderiam exacerbar essas tensões, na visão do editor de economia da BBC, Robert Peston. ''Historicamente, a China sempre foi um país voltado para si mesmo. Por isso, a transformação da China compete não apenas aos chineses, mas a todo o mundo''.

A internauta brasileira Genny Adachi Zhang comentou que ''com certeza está tudo se encaminhando'' para que a China se torne a maior potência global. Mas ela acredita que o país ''terá pela frente milhares de problemas internos para resolver, como desigualdades sociais, liberdade de expressão e democracia, corrupção, etc.''

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