Saiba como a China é governada

Atualizado em  9 de novembro, 2012 - 09:45 (Brasília) 11:45 GMT

Explicar como a China é governada não é exatamente uma tarefa simples já que as regras que estão no papel nem sempre são colocadas em prática.

A Constituição chinesa estipula que o órgão mais importante na estrutura política do país é o Parlamento – conhecido como Congresso Nacional do Povo.

No entanto, na prática, o poder está concentrado nas mãos de um pequeno grupo de apenas nove (e às vezes sete) pessoas – o Comitê Permanente do Politburo do Partido Comunista.

Esse pequeno grupo divide os cargos-chave do governo e do partido. Por isso, com frequência a mesma pessoa acumula dois ou três cargos.

Pela estrutura atualmente em vigor, o número um do Comitê Permanente, Hu Jintao, é o Chefe de Estado, secretário-geral do Partido Comunista e presidente da Comissão Central de Assuntos Militares do partido.

O número três na hierarquia do Politburo, Wen Jiabao, também ocupa o cargo de primeiro-ministro. E outros integrantes do Comitê Permanente estão no comando do Judiciário, da polícia chinesa e da máquina de propaganda do governo.

Os integrantes dessa pequena elite que comanda a China não costumam aparecer juntos em público. Quando o fazem, são a principal notícia dos meios de comunicação oficiais.

No começo de outubro, por exemplo, os nove foram à Praça da Paz Celestial – palco do famoso massacre de estudantes de 1989 – para depositar flores no Monumento dos Heróis do Povo em comemoração ao 63º aniversário da fundação da República Popular da China.

Mas para sete deles, essa provavelmente será sua última aparição pública.

Nesta semana foi selada a substituição deles por uma nova geração de líderes que será responsável por decidir os rumos da segunda maior economia do mundo nos próximos dez anos. A mudança será anunciada durante o Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês, em Pequim.

Como era esperado, as articulações para a mudança desataram uma acirrada disputa de poder entre várias facções e personalidades do Partido Comunista Chinês. E essa disputa tornou-se particularmente tensa com a queda de um dos políticos de maior destaque do país, Bo Xilai.

Chefe do partido na cidade de Chongqing, uma metrópole com 12 milhões de pessoas, Bo era, até cair em desgraça, o mais cotado para ocupar um assento no Comitê Permanente. Recentemente, porém, ele foi envolvido no assassinato de um empresário britânico que era seu sócio.

Ao anunciar que Bo havia sido expulso do partido e destituído de seu cargo, a agência oficial de notícias da China - Xinhua – divulgou uma longa lista de crimes dos quais ele é acusado, de corrupção a violações da disciplina partidária. Agora, ele terá de enfrentar tribunais chineses.

As autoridades chinesas querem usar o caso de Bo Xilai como uma prova de sua determinação para combater a corrupção no país. Mas a realidade é que o ceticismo sobre sua atuação nessa área é cada vez maior.

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