Cúpula ibero-americana termina com promessa de fomentar pequenas empresas

Atualizado em  17 de novembro, 2012 - 19:52 (Brasília) 21:52 GMT
Dilma cumprimenta rei Juan Carlos e premiê Mariano Rajoy, na Espanha, neste sábado (Reuters)

Cúpula, que teve participação de Dilma, quer fomentar pequenas empresas para enfrentar a crise

O secretário-geral Enrique Iglesias encerrou neste sábado a 22ª Cúpula Ibero-americana, afirmando que esta foi a "Cúpula das micro, pequenas e médias empresas".

Na Declaração de Cádiz (Espanha), fruto do encontro dos chefes de Estado e de governo ibero-americanos, estes se comprometeram a promover as pequenas empresas como medida para incrementar a produtividade e a competitividade, num momento de crise em Portugal e Espanha e desaceleração da economia em diversos países latino-americanos.

Ainda que a cúpula tenha quase nenhum efeito prático imediato, isso significa que os países ibero-americanos se mostraram dispostos a internacionalizar as empresas, facilitando sua abertura e acesso ao crédito.

Para os líderes, as pequenas empresas têm papel relevante na recuperação de emprego e no desenvolvimento econômico das nações.

Entre os compromissos assumidos está facilitar a criação de novas empresas por meio de projetos de empreendedorismo para mulheres, jovens e para outros setores menos favorecidos.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, pediu aos líderes respeito ao princípio da segurança jurídica e que as empresas da América Latina invistam mais na Espanha e na Europa.

O presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, disse que se as empresas espanholas se voltarem mais para o mercado latino-americano "poderão reverter muitos lucros à Espanha, e isso ajudará a resolver a crise".

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, afirmou que estreitar os laços entre o maior mercado do mundo, a União Europeia, e algumas das economias em rápida expansão da América Latina beneficiará as duas regiões.

"A história demonstra que são as economias abertas e o livre comércio, e não o protecionismo, que contribuem para o crescimento e prosperidade dos países e dos povos", disse Barroso.

Documento

A Declaração de Cádiz inclui um plano de ação para fortalecer a cooperação entre os dois lados do Atlântico.

Ela contempla também outros eixos, como promover o desenvolvimento econômico a serviço da cidadania e desenvolver infraestruturas nos âmbitos do transporte, telecomunicações, energia e uso e gestão sustentável da água.

Os líderes participantes também consideraram ações em favor da educação e de um espaço cultural ibero-americano como fatores de inclusão social e crescimento econômico.

O rei Juan Carlos, da Espanha, declarou no encerramento da cúpula que a cooperação e a confiança da comunidade ibero-americana foram "fortalecidas".

A próxima Cúpula Ibero-americana será realizada no Panamá, em outubro de 2013.

Dilma

A presidente Dilma Rousseff participou da cúpula com um discurso neste domingo, no qual voltou a criticar os planos de austeridade dos países europeus e defendeu o modelo brasileiro de combate à crise econômica.

Dilma reconheceu os sacrifícios e a "capacidade de superação" que Portugal e Espanha têm feito para sair da crise, mas declarou que "as políticas exclusivas, que só enfatizam a austeridade, vêm mostrando seus limites".

A presidente permanecerá na Espanha para reunião, na próxima segunda-feira, com o premiê Mariano Rajoy.

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