Após depressão, ídolo inglês do críquete vira boxeador aos 34 anos e vence 1ª luta

Atualizado em  1 de dezembro, 2012 - 10:21 (Brasília) 12:21 GMT
Andrew Flintoff

Andrew Flintoff venceu sua 1ª luta profissional contra o americano Richard Dawson

O ex-capitão da seleção da Inglaterra de críquete, Andrew Flintoff, estreou com vitória na noite de sexta-feira na primeira luta de boxe de sua nova carreira.

Flintoff tinha uma trajetória consolidada no críquete e esteve em diversas eleições de melhores jogadores do esporte até setembro de 2010, quando anunciou sua aposentadoria. Sua carreira no críquete foi marcada por diversos sucessos, mas também por lesões, depressão clínica e até mesmo problemas com álcool.

Desde que deixou o críquete, Flintoff começou a se dedicar ao boxe. Na sexta-feira, aos 34 anos, ele subiu no ringue na cidade inglesa de Manchester para lutar contra o americano Richard Dawson, na categoria peso-pesado (mais de 90kg).

Flintoff chegou a ir à lona no segundo assalto, mas se recuperou e acabou vencendo Dawson na decisão dos árbitros – por apenas um ponto de diferença.

Depressão e álcool

Apesar da vitória, o boxeador novato disse que não sabe se seguirá no esporte.

"Vamos ver como as coisas andam. Não é algo natural para mim, eu tive que trabalhar duro demais", afirmou Flintoff.

Em sua carreira anterior, Flintoff foi uma peça fundamental na campanha inglesa de 2005 do Ashes – o maior clássico internacional do críquete, disputado entre Inglaterra e Austrália. Naquele ano, os ingleses venceram os australianos pela primeira vez em 18 anos e o carismático Flintoff foi eleito na Grã-Bretanha o atleta do ano.

Quatro anos depois, Flintoff foi o melhor jogador da final do Ashes, quando a Inglaterra novamente venceu a Austrália.

Aos 32 anos, relativamente cedo na carreira, ele foi obrigado a se aposentar, devido a uma série de lesões do joelho. O problema não impediu que ele perseguisse seu novo objetivo, de virar boxeador.

No começo do ano, Flintoff apresentou um documentário na BBC sobre atletas que sofrem de depressão. No filme, o atleta revelou que ele próprio enfrentou depressão clínica e teve problemas com álcool durante a Copa do Mundo de Críquete de 2007.

"Eu sempre fui bom na tarefa de aceitar a pressão da imprensa, mas naquele torneio eu próprio coloquei tanta pressão em mim mesmo, que eu não tinha mais para onde ir", disse Flintoff à BBC, na ocasião.

"A depressão afeta uma pessoa em cada cinco. Não acontece apenas com atletas. O esporte tem as suas próprias pressões, mas a vida cotidiana de todo mundo também tem as suas pressões. Essa é uma doença que afeta todo mundo."

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