Complicação na gravidez de Kate afeta uma em cada 200 gestantes

Atualizado em  4 de dezembro, 2012 - 08:47 (Brasília) 10:47 GMT

Kate Middleton | Foto: Reuters

Duquesa de Cambridge sofre de complicação na gravidez que pode resultar em desidratação

Um dia após anunciar sua gravidez de cerca de três meses, Kate Middleton foi internada em um hospital de Londres com intensos enjoos matinais. Ela sofre de hiperêmese gravídica, problema caracterizado por forte desconforto, náuseas e vômitos e que afeta uma a cada 200 gestantes.

A londrina Ebru Macavoy, de 29 anos, passou pelo mesmo problema, cujo principal risco é a desidratação, quando deu à luz em 2009.

"Foi traumático, debilitante, horrível. Eu estava constantemente nervosa e vomitava 30 vezes por dia. Me sinto triste por Kate, por ela ter que passar por isso, sinto muito por ela", disse.

Na época ela era uma jovem advogada, casada havia apenas alguns meses e logo no início da sua primeira gestação.

Ebru se lembra de já acordar exausta e diz ter emagrecido quase quatro tamanhos no manequim. Hoje em dia ela é voluntária para ajudar outras mulheres com o problema.

"Da hora em que abria os olhos já sentia náuseas. Se me mexesse na cama, vomitava. Cada vez que me movia me sentia enjoada. Não podia dirigir ou caminhar, todas as tarefas mais simples se tornavam impossíveis", conta.

Ebru disse ter sido internada mais de 20 vezes durante a gravidez, mas finalmente o problema foi aliviado com medicamentos que limitaram os vômitos a cerca de cinco por dia.

Tratamento e riscos

Em entrevista à BBC, o médico Tim Draycott, porta-voz do Conselho Real de Obstetras e Ginecologistas da Grã-Bretanha, disse que os remédios podem reduzir o desconforto.

"Com o tratamento – fluidos intravenosos e medicação para controlar os vômitos e as náuseas –, a condição é razoavelmente benigna embora horrível de enfrentar. O risco maior é não tratar", explica.

Ele disse que o problema está ligado à variação nos níveis de hormônios da gravidez, e que a condição tende a melhorar por volta de 13 semanas, quando os níveis caem.

"Não temos certeza sobre os motivos que fazem algumas mulheres terem o problema e outras não, mas é relativamente mais comum em mães que esperam gêmeos".

Acredita-se que o problema seja genético, o que significa que Kate deve apresentar os mesmos sintomas em futuras gestações.

Rosie Dodds, da Fundação Nacional de Partos, diz que evitar cheiros que podem desencadear enjoos, como fumaça e comidas gordurosas, pode ajudar.

"Há poucas provas, mas o uso de gengibre, vitamina B6 e 'acupressão' (mistura de acupuntura com pressão) foram eficientes para algumas mulheres, embora seja melhor checar com seu médico ou parteira primeiro. Comer comidas secas, como torradas, não deve fazer mal também", avalia.

"Desejamos muita sorte a William e Catherine com sua gravidez e esperamos que a duquesa se recupere logo", acrescenta.

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Kate apareceu em público pela última vez na sexta-feira passada, quando visitou a escola St. Andrew, em Berkshire, onde estudou na infância.

De acordo com o porta-voz, Kate foi internada por estar sofrendo de hiperêmese gravídica.

É bastante improvável que a complicação cause riscos ao bebê. No entanto, como ela provoca perda de peso, pode ser que o bebê nasça abaixo do peso ideal.

Um porta-voz disse o casal soube da gravidez "recentemente". Acredita-se que o fato de Kate ter sido internada apressou o anúncio oficial da gravidez.

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