Dilma e Hollande defendem criação de empregos para superar crise

Atualizado em  11 de dezembro, 2012 - 15:35 (Brasília) 17:35 GMT
Presidentes François Hollande e Dilma Rousseff

Presidentes François Hollande e Dilma Rousseff se encontram em Paris

A presidente Dilma Rousseff e o presidente francês, François Hollande, defenderam nesta terça-feira em Paris medidas de estímulo ao crescimento e de criação de empregos como forma de lutar contra a crise econômica.

Os dois líderes também defendem a idéia de uma aliança global para criar instrumentos de combate à crise.

"O Brasil e França estão posicionados de forma complementar e têm uma perspectiva comum", afirmou Dilma ao lado de Hollande no discurso de abertura do "Fórum pelo progresso social: o crescimento como saída da crise".

O evento, co-organizado pelo Instituto Lula e pela Fundação Jean-Jaurès, também contou com a presença do ex-presidente Lula, que irá encerrar a conferência na quarta-feira.

Lula está evitando a imprensa em Paris após as revelações de Marcos Valério sobre sua participação no esquema do mensalão.

Dilma voltou a criticar no evento as políticas de austeridade fiscal adotadas pelos países europeus.

"Superamos a visão incorreta que contrapõe, de um lado, as medidas de incentivo ao crescimento, e de outro, os planos de austeridade. Esse é um falso dilema", afirmou Dilma.

"A responsabilidade fiscal é tão necessária quanto são imprescindíveis medidas de estímulo ao crescimento, pois a consolidação fiscal só é sustentável em um contexto de recuperação da atividade econômica", disse a presidente.

"Devemos unir nossas forças, definir prioridades globais, mobilizar as opiniões sobre os grandes desafios: crescimento, emprego dos jovens, transição energética e luta contra as desigualdades", disse Hollande.

O Le Monde e Le Figaro afirmam, em artigos sobre a visita de Dilma à França, que a presidente brasileira "busca na França um aliado contra a austeridade" imposta pela Alemanha aos países da zona do euro.

Os jornais ressaltam o discurso comum dos dois líderes sobre a necessidade de medidas para estimular o crescimento. Mas para o Le Monde, Dilma tem sido bem mais "explícita" do que Hollande em relação ao tema.

O Le Monde afirma que Dilma, segundo fontes não mencionadas, estaria "decepcionada" com a "falta de vigor" de Hollande para lutar contra políticas de austeridade na Europa e sua pouca "resistência" nas discussões com a chanceler alemã, Angela Merkel.

Bandeiras do Brasil

Dilma Rousseff

Presidente Dilma Rousseff passa tropas prancesas em revista no Palácio dos Invalides

Dilma recebe várias honras nestes dois dias de visita de Estado à França.

Nesta manhã, ela recebeu honras militares no Palácio dos Invalides, onde está o túmulo de Napoleão Bonaparte, ao som dos hinos do Brasil e da França e passou em revista as tropas francesas.

Logo depois, ela fez um curto desfile de carro, escoltado pela cavalaria da Guarda Republicana, pela avenida Champs-Elysées, decorada com bandeiras do Brasil e da França.

"Paris desenrola o tapete vermelho para o Brasil", escreveu o Le Figaro nesta terça-feira.

Nesta tarde, após o seminário sobre crescimento econômico, Dilma se reúne com Hollande no palácio do Eliseu, sede da presidência francesa.

O encontro será seguido de um jantar de gala.

Na reunião entre os dois líderes, sete acordos foram assinados. A maioria se refere à área da educação, como a ampliação do programa Ciências sem Fronteiras para bolsistas na França.

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