Milhares nos EUA pedem deportação de apresentador após polêmica por armas

Atualizado em  24 de dezembro, 2012 - 21:16 (Brasília) 23:16 GMT
Piers Morgan | AP

Americanos que defendem uso de armas querem deportação de apresentador da CNN

Mais de 30 mil americanos já colocaram seus nomes em um abaixo-assinado pedindo a deportação de Piers Morgan, britânico que apresenta um programa na rede de TV CNN e vive nos Estados Unidos. A fúria é motivada por cidadãos que defendem o uso de armas no país.

A polêmica em torno do assunto chega dias após o massacre em Connecticut, quando 20 crianças e seis adultos foram mortos pelo jovem Adam Lanza.

Morgan chamou Larry Pratt, diretor da organização Donos de Armas da América, de "homem perigoso" em uma entrevista que foi ao ar no dia 19 de dezembro.

As petições postadas no site da Casa Branca precisam de um mínimo de 25 mil assinaturas para obterem uma resposta do governo.

A campanha, que até o momento é considerada bem-sucedida ao menos em angariar o apoio popular, teve início com um jornalista texano.

"Nós exigimos que o sr. Morgan seja deportado imediatamente por seu esforço para minar a Carta Magna e explorar sua posição em uma cadeia nacional de televisão para montar ataques contra os direitos dos cidadãos americanos", diz a petição.

O apresentador tem respondido aos comentários em sua conta no Twitter.

"Se eu realmente for deportado dos EUA por querer menos assassinatos com armas, tem algum outro país que pode me aceitar?", brinca.

Polêmica

Durante a entrevista, Morgan chamou o entrevistado de estúpido.

Ao responder às perguntas do britânico, Pratt disse que os problemas maiores ocorrem em áreas sem armas, e que em locais onde os cidadãos podem portar armas livremente a taxa de assassinatos é na verdade muito baixa.

"Você é um homem muito estúpido, não é mesmo?", foi a resposta do apresentador ao comentário.

"Você não tem um mísero argumento coerente. Você na verdade não dá a mínima sobre a taxa de assassinatos com armas nos EUA", disse Morgan.

Ao encerrar a entrevista, o apresentador disse que Pratt era "um homem muito perigoso defendendo um nonsense perigoso", e afirmou: "você envergonha o seu país".

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