Tropas francesas reforçam bombardeios contra rebeldes islâmicos no Mali

Atualizado em  12 de janeiro, 2013 - 13:10 (Brasília) 15:10 GMT
Tropas francesas (foto: AFP)

Tropas especiais francesas em base no Chade; militares atacam milícias no Mali

Tropas francesas fazem neste sábado o segundo dia consecutivo de bombardeios aéreos no Mali, na tentativa de combater o avanço de militantes islâmicos no país africano.

Soldados franceses também foram designados para proteger a capital malinesa, Bamako.

Na madrugada deste sábado, após bombardeios da Força Aérea da França, tropas malinesas afirmaram ter recuperado território tomado por milícias islâmicas - inclusive a cidade de Konna, que havia sido capturada por rebeldes na véspera.

A cidade é a principal ligação entre o norte do país, controlado pelas milícias, e o sul, ainda nas mãos do governo.

Até a tarde deste sábado, não estava claro se os militantes islâmicos haviam abandonado Konna.

O ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, disse neste sábado que unidades do Exército também estão atacando rebeldes que se dirigiam à cidade de Mopti, no centro-sul do país.

'Elementos terroristas'

O anúncio de que tropas francesas haviam se engajado no conflito no Mali (colônia da França até 1960) foi feito pelo presidente François Hollande, nesta sexta-feira.

As milícias tomaram o norte do país em abril e impuseram a lei islâmica em diversas cidades.

O mandatário francês acusou os rebeldes de serem ligados à rede extremista Al-Qaeda e de estarem tentando converter o Mali em "um Estado terrorista".

Paris afirmou que a intervenção no país africano está de acordo com a legislação internacional e teria sido acordada com o presidente malinês Dioncounda Traore. Um estado de emergência foi declarado no país por 10 dias.

Traore fez um pronunciamento em rede de TV na sexta-feira conclamando os malineses a se unirem para "libertar cada polegada" do país.

Contra-ataque

A Cedeao (Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental) afirmou te autorizado o envio imediato de tropas ao Mali.

O Conselho de Segurança da ONU havia aprovado em dezembro o envio de 3.000 tropas de paz em uma missão multilateral para retomar o norte do país. Porém, a intervenção militar estava programa para começar apenas em setembro.

Ao menos sete cidadãos franceses estão sendo mantidos reféns no Mali. Fabius afirmou que a França fará "de tudo" para libertá-los.

Um porta-voz da Al-Qaeda afirmou que a rede considera a operação francesa uma "cruzada intervencionista". Ele afirmou que "os franceses estão cavando os túmulos de seus filhos".

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