Itália acusa restauradora de ruínas de Pompeia de fraude

Atualizado em  5 de fevereiro, 2013 - 19:21 (Brasília) 21:21 GMT
Foto: BBC

A antiga cidade de Pompeia é um dos locais turísticos mais visitados da Itália

Uma ex-restauradora das ruínas da cidade histórica de Pompeia, na Itália, está em prisão domiciliar por acusações de corrupção, segundo a polícia italiana.

Outras cinco pessoas, incluindo um ex-comissário especial designado para lidar com a degradação do sítio arqueológico, também estão sob investigação.

Em 2008, o país declarou estado de emergência no local da antiga cidade romana que foi soterrada pelas cinzas do vulcão Vesúvio, em uma erupção no ano 79 DC.

Annamaria Caccavo nega as acusações de corrupção e fraude contra sua empresa.

A ex-restauradora, cuja empresa baseada em Salerno executou projetos na área interna de Pompeia a um custo total de cerca de 8 milhões de euros (R$ 21,5 milhões) está presa em sua casa.

A empresa, Caccavo, foi impedida de participar de concorrências públicas e teve bens no valor de cerca de 810 mil euros confiscados.

Investigadores da polícia também dizem que o ex-comissário Marcello Fiori, que supervisionava a restauração das ruínas, e o diretor de restauração Luigi D'Amora deram contratos irregulares à empresa Caccavo, pagando valores mais altos.

Eles também são acusados de violarem os termos do estado de emergência ao gastar além do permitido em diversos projetos de restauração e concordando em realizar trabalhos não-essenciais no sítio que recebe cerca de 2,5 milhões de turistas a cada ano.

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