Rafael Correa conquista terceiro mandato no Equador

Atualizado em  17 de fevereiro, 2013 - 22:14 (Brasília) 01:14 GMT
O presidente do Equador, Rafael Correa

Correa comemorou a vitória em um discurso no palácio presidencial de Carondelet, em Quito

O presidente do Equador, Rafael Correa, foi reeleito neste domingo e conquistou seu terceiro mandato.

Segundo resultados parciais, Correa recebeu 57% dos votos, o que lhe garantiu a vitória já no primeiro turno.

Pelas leis eleitorais do país, para garantir uma vitória no primeiro turno é necessário obter 50% do total de votos, ou 40% mais uma margem de 10 pontos sobre o segundo colocado.

Logo após a divulgação dos primeiros resultados oficiais, o ex-banqueiro Guillermo Lasso, principal adversário de Correa no pleito e segundo colocado, com 24% dos votos, reconheceu a derrota.

As eleições deste domingo foram disputadas por oito candidatos à Presidência. Nenhum dos outros seis candidatos obteve mais de 6% dos votos.

Os equatorianos também elegeram 137 membros do Congresso.

Comemoração

Antes mesmo dos resultados oficiais e minutos após a divulgação das pesquisas de boca de urna, Correa comemorou a vitória em um discurso na sacada do palácio presidencial de Carondelet, em Quito.

O presidente agradeceu a seus seguidores o apoio e os votos recebidos.

"Recebemos com toda firmeza mais quatro anos de revolução. Muito obrigado a todos vocês", disse.

"Nada nem ninguém pode parar esta revolução."

Este deverá ser o último mandato de Correa, já que a lei do Equador o impede de concorrer mais uma vez.

Trajetória

Economista nascido em Guayaquil, Correa, de 49 anos, assumiu a Presidência do Equador em 2007.

Durante seus dois primeiros mandatos, ele conquistou admiradores por garantir a estabilidade política em um país marcado por décadas de golpes e pelas ações de cunho social de seu governo.

No entanto, o presidente também é alvo de críticas e acusado de concentrar poderes e ser pouco tolerante.

Seus críticos dizem que ele implementou políticas com o objetivo de fortalecer seu poder e neutralizar a influência de adversários políticos e a imprensa privada.

Também afirmam que ele restringiu a iniciativa privada com impostos pesados e mudanças regulatórias, além de ter elevado os gastos do governo a níveis insustentáveis.

Popularidade

No entanto, a chamada "Revolução Cidadã" levada adiante por Correa o tornou popular entre muitos equatorianos de baixa renda e garantiu o apoio de outros líderes de esquerda da América Latina.

A redução de 27% na taxa de pobreza desde 2006 e a ampliação do gasto público com programas sociais – na esteira da alta dos preços do petróleo – são os principais pilares de sustentação de seu governo e garantiram ao presidente um índice quase 70% de popularidade.

Durante seus seis anos no poder, Correa ampliou o acesso à saúde e à educação e promoveu obras para melhorar as condições de milhares de quilômetros de estradas, o que gerou muitos empregos.

As eleições deste domingo foram acompanhadas com atenção pelos países da região.

Segundo analistas, a vitória de Correa é vista pelo governo brasileiro como um passo importante para o fortalecimento do Mercosul e também pode abrir caminho para os negócios das grandes construtoras brasileiras no país andino.

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