Jogador de futebol morre em ataque de morteiro em estádio na Síria

Atualizado em  20 de fevereiro, 2013 - 11:58 (Brasília) 14:58 GMT
Rebeldes sírios

Conflito na Síria começou em março de 2011; segundo ONU, mais de 70 mil pessoas já morreram

Um jogador de futebol morreu em um estádio de Damasco, capital da Síria, após ser atingido por um tiro de morteiro, informou a imprensa estatal do país.

De acordo com a agência de notícias Sana, dois projéteis de morteiro atingiram o estádio de Tishreen, no bairro de Baramkeh, em meio ao treino do time Al-Wathba, da cidade de Homs.

Vários outros jogadores teriam ficado feridos no ataque, que segundo a agência foi “organizado por terroristas”.

A morte do jogador ocorre um dia depois de dois outros morteiros terem caído perto do palácio presidencial de Tishreen, também em Damasco. Não houve relatos de mortes nem de feridos.

A onda de violência na Síria, que opõe forças leais ao presidente, Bashar al-Assad, e dissidentes, teve início em março de 2011.

Segundo opositores, somente na última terça-feira, mais de 50 pessoas teriam morrido nos subúrbios de Damasco. Além disso, outras 31 também teriam morrido no mesmo dia após um ataque aéreo com mísseis na segunda maior cidade da Síria, Aleppo, dizem ativistas e testemunhas.

As Nações Unidas calculam que mais de 70 mil pessoas já morreram devido ao conflito na Síria.

Líbano

Paralelamente, um juiz do Líbano pediu a pena de morte a um ex-ministro libanês ligado às forças sírias por supostamente estar por trás de atentados no país.

Michel Samaha é acusado, juntamente com o chefe de segurança da Síria, Ali Mamlouk, de "transportar explosivos da Síria para o Líbano em uma tentativa de assassinar líderes políticos e religiosos no país", segundo a cópia da acusação formal obtida pela agência de notícias AFP.

Samaha, que atualmente é membro do Parlamento do Líbano, foi preso na capital do país, Beirute, em agosto do ano passado, enquanto Mamlouk permanece em liberdade.

A prisão do ex-ministro surpreendeu o Líbano, onde a coalizão que governo o país inclui tradicionais aliados da Síria.

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