Morte deixa vazio na história da América Latina, diz Dilma

Atualizado em  5 de março, 2013 - 20:35 (Brasília) 23:35 GMT
A presidente Dilma Rousseff

Dilma diz que governo sempre reconheceu em Chávez "um amigo do Brasil e do povo brasileiro"

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira que a morte do líder venezuelano Hugo Chávez deixará um vazio "na história e nas lutas" da América Latina.

"Essa morte deve encher de tristeza todos os latino-americanos e centro-americanos. O presidente Hugo Chávez foi sem dúvida uma liderança comprometida com seu país e com o desenvolvimento dos povos da América Latina", afirmou a presidente, no início de seu discurso no 11º Congresso Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, em Brasília.

Segundo Dilma, em muitas ocasiões, "o governo brasileiro não concordou integralmente" com Chávez, mas sempre reconheceu nele "uma grande liderança" e o teve como "um amigo do Brasil e do povo brasileiro".

A presidente, que propôs um minuto de silêncio pela morte, disse ainda que tinha um "grande carinho" pelo venezuelano, que, "além de liderança expressiva", foi um "homem generoso com todos aqueles que nesse continente precisaram dele".

Morte

Chávez morreu nesta terça-feira, em Caracas, devido ao agravamento de uma infecção respiratória adquirida durante seu tratamento contra o câncer.

O líder comandava a Venezuela há 13 anos e havia sido reeleito em 2012 para ocupar o cargo até 2019. Em julho de 2011, autoridades do país anunciaram que ele começava a ser tratado de um câncer na região pélvica. Detalhes da doença, porém, nunca foram esclarecidos pelo governo venezuelano.

O mandatário vinha fazendo viagens regulares a Havana para receber tratamento. Na última delas, em dezembro de 2012, já temendo o pior, reconheceu a precariedade de seu estado de saúde e apontou seu vice, Nicolás Maduro, como principal sucessor político.

Nesta terça-feira, o governo convocou os venezuelanos para rezarem por Chávez em frente ao hospital onde o mandatário estava internado. No início da noite, o vice-presidente Nicolas Maduro discursou confirmando a morte do líder.

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