Vice venezuelano diz que 'inimigos' causaram câncer de Chávez

Atualizado em  5 de março, 2013 - 18:16 (Brasília) 21:16 GMT
NIcolás Maduro

Maduro também anunciou a expulsão de adidos da embaixada americana em Caracas

Em uma reunião realizada antes de confirmar a morte do presidente Hugo Chávez, o vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira que o câncer do presidente Hugo Chávez foi causado por seus "inimigos".

"O presidente foi atacado por esta doença", disse Maduro durante o encontro de seu gabinete no palácio presidencial de Miraflores. "Os inimigos feriram o presidente."

Maduro disse que tem pistas para colocar em curso uma investigação científica e comprovar a denúncia.

A reunião teve a participação do alto comando militar, governadores aliados de Chávez, o ministro do Interior e um irmão do presidente, Adán Chávez, além de outros funcionários do governo.

Há três meses Chávez havia se submetido à quarta cirurgia para tratar do câncer na região pélvica.

Estados Unidos

Em suas declarações nesta terça-feira, o vice-presidente também acusou os Estados Unidos de tentar desestabilizar a Venezuela e anunciou a expulsão de dois adidos aeronáuticos da embaixada americana em Caracas, sob a acusação de fazer contatos com as Forças Armadas venezuelanas para desestabilizar o país.

Por meio de um comunicado à imprensa, o Departamento americano de Defesa confirmou a informação referente ao adido aeronáutico em Caracas, David Delmonaco, e o adido-assistente, Devlin Coastal.

Segundo o Departamento de Defesa, Coastal já está nos Estados Unidos e não retornará à Venezuela, enquanto Delmonaco está “a caminho”.

O ministro venezuelano das Relações Exteriores, Elias Jaua, disse que os dois adidos foram considerados personas non gratas e têm 24 horas para deixar o país.

O governo de Caracas acusa os dois de manter contatos telefônicos e pessoais com militares venezuelanos a fim de “propor planos desestabilizadores”.

O porta-voz do Pentágono, tenente-coronel Todd Breasseale, confirmou a expulsão em um comunicado.

"Estamos a par das acusações feitas pelo vice-presidente da Venezuela, (Nicolás) Maduro, por meio do canal de televisão estatal em Caracas, e podemos confirmar que nosso adido aéreo, coronel David Delmonaco, está regressando aos EUA", disse.

O Departamento de Estado americano rebateu as acusações.

"Rejeitamos totalmente a acusação do governo venezuelano de que os Estados Unidos estejam envolvidos em qualquer tipo de conspiração para desestabilizar o governo da Venezuela”, afirmou o órgão através de comunicado.

"Além do mais, rejeitamos absolutamente as alegações específicas levantadas pelo governo venezuelano contra o adido aeronáutico David Delmonaco e o adido-assistente Devlin Kostal".

Colaborou Pablo Uchôa, de Washington para a BBC Brasil

Leia mais sobre esse assunto

Tópicos relacionados

BBC © 2014 A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos.

Esta página é melhor visualizada em um navegador atualizado e que permita o uso de linguagens de estilo (CSS). Com seu navegador atual, embora você seja capaz de ver o conteúdo da página, não poderá enxergar todos os recursos que ela apresenta. Sugerimos que você instale um navegados mais atualizado, compatível com a tecnologia.