Relembre as frases polêmicas de Hugo Chavez

Atualizado em  6 de março, 2013 - 09:59 (Brasília) 12:59 GMT
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Uma canção para Hillary Clinton

Em junho de 2010, em meio de um discurso, Hugo Chávez começou a cantar para a então secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que havia criticado as desigualdades econômicas na América Latina.

Em resposta, Chávez disse que nos EUA existem "40 milhões de pobres". E seguiu cantarolando diante uma plateia fervorosa.

Por que não te calas?

Aqui, o que passou para a história não foi o que Chávez disse, mas o que foi dito a ele.

O incidente ocorreu durante a Cúpula Iberoamericana de 2007 no Chile. Ao interromper a fala do então presidente espanhol, Zapatero, Hugo Chávez foi repreendido pelo rei da Espanha, Juan Carlos, sugerindo que o presidente venezuelano se calasse.

Mais tarde Chávez replicou dizendo que "temos 500 anos e nunca nos calaremos, mucho menos perante um monarca".

Já não cheira a enxofre

Discursando em 2009 perante a Assembleia Geral da ONU, Chávez voltou a fazer menção a George W. Bush, que já não estava no poder.

Sua mensagem, dirigida ao presidente dos EUA, Barack Obama, foi feita em um tom mais amável do que a dirigida a Bush anteriormente.

Não se meta comigo, menina

Em várias ocasiões, o presidente venezuelano se dirigiu à então secretária de Estado americana, Condolezza Rice, que dizia que a Venezuela era uma ameaça à estabilidade democrática regional e um "aliado" do Irã.

Durante um de seus programas semanais Alô Presidente, Chávez respondeu com una advertência: "Sou como o espírito que floreia na savana, perfumo ao que passa e espinho os que me maltratam. Não se meta comigo, menina".

E em seguida a chamou de "Condolência".

Peão Imperialista

Em 2006, o então primeiro-ministro britânico, Tony Blair, ordenou o presidente venezuelano a "cumprir as regras da comunidade internacional".

As palavras de Blair foram tidas por Chávez como uma agressão do governo britânico.

"Pela primeira vez este cavalheiro que chaman de Tony Blair agride a Venezuela. É uma coincidência? Não. Isto é parte da agressão imperial".

"Então, sr. Tony Blair, o principal aliado de Hitler-Danger-Bush, o genocida e assassino número um do planeta, diz que é muito importante respeitar as regras da comunidade internacional. Não seja sem-vergonha, senhor Blair".

"É um peão subordinado aos mandos de Washington para abrir uma frente de batalha na Europa; mas nem Bush nem Blair, os velhos imperialistas, poderão nos importunar".

Gringo Go Home

Em 2007, Hugo Chávez e George W. Bush faziam turnês por países latino-americanos.

"Se estivesse cara a cara (com Bush), lhe diria 'Gringo go home'", afirmou o presidente venezuelano, na Argentina, enquanto o presidente dos EUA visitava cinco países da região.

"O povo da América Latina te diz 'gringo go home'", reiterou Chávez días depois, em Nicarágua.

Democracia Revolucionária

Chávez foi um grande aliado e admirador de Fidel Castro e em momentos chegou a defender sua figura e suas políticas com um fervor quase religioso.

"Você, construtor da história, professor, eu lhe digo, você é o pai dos revolucionários deste continente, você é nosso pai", afirmou em outubro de 2007.

O diabo esteve aqui

O discurso do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, na Assembleia Geral da ONU, em 2006, teve vários momentos memoráveis.

Um deles foi quando comparou o diabo ao presidente dos EUA, George W. Bush, que tinha discursado no mesmo pódio no dia anterior.

O Bolívar africano

Algumas vezes Chávez irritou a comunidade internacional não pelas críticas, mas com elogios a líderes internacionais controvertidos.

"Você, como (Simon) Bolívar, é e será um lutador pela liberdade", disse em 2004 sobre o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe.

"Te entrego uma réplica da espada do libertador Simon Bolívar. A você que, como Bolívar, se lançou às armas para libertar seu povo".

As réplicas da espada de Simon Bolívar com a qual a Venezuela presenteou cerca de 20 personalidades ao redor do mundo eram uma marca registrada de Hugo Chávez.

Falo com você, rainha

Em fevereiro de 2010, Chávez rompeu com o rígido protocolo da monarquia britânica e se dirigiu diretamente, através de seu programa Alô Presidente, à rainha Elizabeth 2ª, reiterando seu apoio às reinvindicações da Argentina pela soberania das ilhas Malvinas ou Falklands.

Cachorrinho do império

Durante a 4ª Cúpula das Américas, realizada em Mar del Plata, em 2005, o então presidente do México, Vicente Fox, se mostrou decepcionado porque a reunião não chegou a um acordo sobre um tratado de Área de Livre Comércio das Américas, ALCA – que contava com apoio do México e dos EUA, mas recebia a oposição da Venezuela e dos países do Mercosul.

"Dá tristeza o entreguismo do presidente Fox, verdadeiramente dá tristeza", declarou o presidente venezuelano.

"Que triste ver um presidente de um povo como o mexicano se prestar a ser um cachorrinho do império", acrescentou Chávez.

Bush, o burro

Em março de 2006, na televisão, Chávez voltou a atacar o presidente dos Estados Unidos.

"Você se meteu comigo, passarinho. Você não sabe muito sobre História (...) O senhor possui uma grande ignorância, mister danger. É um ignorante, mister danger. É um burro (...)"

"Para lhe dizer num inglês ruim: you are a donkey. Digo assim, para dizer com todas as letras a George W. Bush. You are a donkey, mister Bush (...) Você é um covarde. Porque não vai ao Iraque comandar suas forças armadas? É muito fácil comandar à distância".

"Se algum dia lhe ocorrer a loucura de invadir a Venezuela, lhe esperarei nesta savana, mister danger. Come in here. Covarde, assassino, genocida. Você é um alcoólatra, um bêbado, mister danger. É um imoral. É pior (...) É um assassino, um homem doente".

Em 14 anos no poder, o líder venezuelano Hugo Chávez demonstrou em incontáveis ocasiões sua habilidade de capturar a atenção e a imaginação de conhecidos e desconhecidos, e de ser protagonista de manchetes no mundo inteiro.

A controvérsia o seguiu em seus diferentes pronunciamentos em encontros internacionais e na imprensa nacional, por seu apoio a causas polêmicas, pelos longos discursos e pela insistência em provocar líderes americanos e europeus.

A BBC Brasil relembra algumas de suas frases mais marcantes. Clique para ler, ver e ouvir as declarações polêmicas:

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