Israel e palestinos têm reações opostas à morte de Chávez

Atualizado em  6 de março, 2013 - 06:06 (Brasília) 09:06 GMT
Chávez e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, em 2009

Chávez manteve relações próximas com as autoridades palestinas em seus 14 anos de governo

As reações de israelenses e de palestinos à morte de Hugo Chávez refletem as relações opostas que o presidente venezuelano tinha com os dois lados do conflito no Oriente Médio.

Enquanto as lideranças palestinas lamentaram oficialmente o acontecimento, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, disse à BBC Brasil que "o governo israelense decidiu não comentar a morte de Hugo Chávez".

Essa reação expressa a hostilidade entre Israel e a Venezuela, principalmente desde que Chávez decidiu, em 2009, cortar as relações com o país, durante a ofensiva israelense à Faixa de Gaza denominada "Operação Chumbo Fundido", em um gesto de solidariedade com os palestinos.

Em diversas ocasiões Chávez acusou Israel de "cometer genocídio" contra os palestinos.

As relações amigáveis de Chávez com o presidente iraniano Mahmoud Ahmedinajad, considerado principal inimigo de Israel, também não contribuíram para que o líder venezuelano tivesse grande simpatia do governo israelense.

Desde que assumiu a Presidência da Venezuela em 1999, Chávez realizou 13 visitas ao Irã e o presidente iraniano visitou a Venezuela 6 vezes.

'Amigo leal'

Chávez se encontra com Ahmadinejad em 2009

Desde que chegou à Presidência, em 2009, Hugo Chávez realizou 13 visitas ao Irã

Já do lado palestino a reação à morte de Chávez é de lástima.

Nabil Shaat, um dos principais lideres do partido governista Fatah, que lidera a Autoridade Palestina, declarou que "a Palestina se despede de um amigo leal que defendeu apaixonadamente nosso direito à liberdade e à autodeterminação". "Sua contribuição para a causa da dignidade não tinha fronteiras e tocou os corações e as mentes do mundo árabe", disse.

Em uma longa nota à imprensa, o líder palestino citou as palavras de Simon Bolívar: "Desejo ver a América Latina se transformando na maior nação do mundo, não só por seu tamanho e riqueza, mas por sua liberdade e glória".

De acordo com Nabil Shaat, Hugo Chávez, "não só trabalhou continuamente pela liberdade e pela glória de sua América Latina amada, mas também por todos os povos oprimidos, incluindo a Palestina, um país que ele guardava em seu coração".

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