Dilma quer falar com Francisco sobre combate à fome no mundo

A presidente Dilma Rousseff e José Graziano na sede da FAO, em Roma (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
Image caption Dilma se reuniu com o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano, em Roma

A presidente Dilma Rousseff confirmou que abordará o tema do combate à fome no mundo durante o seu breve encontro com o papa Francisco após a cerimônia de posse do novo pontífice, nesta terça-feira.

"Um papa preocupado com as questões dos pobres no mundo tem um papel especial", disse a presidente logo após visita de cortesia ao diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), o brasileiro José Graziano, em Roma.

Dilma disse que tratar a questão da fome no mundo "é fundamental" e que o Brasil tem "tecnologia social" para "elevar o nível de vida das pessoas".

Graziano saudou o fato de que o Brasil, ao lado de China e Rússia, é um dos países que mais aumentaram sua contribuição à organização.

Após o encontro na FAO, a presidente seguiu para o Palácio do Quirinale para encontrar o presidente italiano, Giorgio Napolitano.

Posse do papa

A presidente Dilma participará da cerimônia de posse do papa Francisco no Vaticano às 9h30 (hora local, 5h30 em Brasília), ao lado de mais de cem chefes de Estado e governo.

Após a missa e a posse, o pontífice cumprimentará as delegações estrangeiras.

Nesta segunda-feira, o papa recebeu em um almoço a presidente de seu país, a argentina Cristina Kirchner.

Segundo o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, o encontro entre o pontífice e Kirchner durou cerca de 20 minutos. Ambos almoçaram juntos na residência Santa Marta, onde o pontífice está alojado temporariamente.

De acordo com a imprensa argentina, durante o encontro Kirchner deu de presente ao papa um jogo para tomar mate.

A presidente da Argentina foi a primeira chefe de Estado recebida pelo pontífice. Lombardi afirmou que o encontro entre os dois é considerado um "gesto de cortesia e afeto" para a presidente e a Argentina, o país de origem do novo papa.

O encontro gerou grande atenção da imprensa devido à relação turbulenta entre o então cardeal Jorge Bergoglio, hoje papa Francisco, e o casal Kirchner.

Quando ainda era arcebispo de Buenos Aires, Bergoglio foi um crítico do aumento da pobreza na Argentina e se opôs à lei de casamento entre pessoas do mesmo sexo apoiada pelo governo.

Durante o encontro, Cristina também fez um apelo ao papa Francisco, pedindo que ele intervenha na disputa entre Argentina e Grã-Bretanha sobre as ilhas Malvinas (chamadas de Falklands pelos britânicos).

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