Ataques matam 50 no Iraque, dez anos após início da guerra

Policiais iraquianos examinam os restos de um carro-bomba no bairro Cidade Sadr, em Bagdá (Reuters)
Image caption Explosões atingiram áreas xiitas da capital iraquiana

Pelo menos 50 pessoas morreram após uma série de explosões de carros-bomba e militantes suicidas em áreas xiitas de Bagdá, capital do Iraque, segundo informações das autoridades.

Fontes policiais informaram à BBC que mais de 150 pessoas ficaram feridas na capital e arredores.

Os ataques ocorreram na véspera do décimo aniversário da campanha liderada pelos Estados Unidos no Iraque.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelas explosões, mas correspondentes no Iraque afirmam que um grupo insurgente sunita afiliado à Al-Qaeda aumentou o número de ataques ultimamente, em uma tentativa de desestabilizar o governo do primeiro-ministro xiita Nouri al-Maliki.

Postos de fiscalização

Os primeiros ataques desta terça-feira ocorreram na hora do rush da manhã, com bombas explodindo perto de áreas lotadas, incluindo um mercado, restaurantes com mesas nas calçadas e pontos de ônibus.

Depois destas primeiras explosões, jornalistas da BBC ouviram outra grande explosão. A polícia relatou mais carros-bombas em uma cidade ao sul da capital.

A polícia também informou sobre três dispositivos explosivos improvisados que explodiram e mais disparos na região da cidade de Kirkuk, no norte do país.

Segundo a agência de notícias AFP, os ataques ocorreram mesmo com o aumento das operações de segurança em Bagdá, incluindo a instalação de novos postos de fiscalização.

A guerra no Iraque, iniciada em 20 de março de 2003, levou à queda do regime do presidente Saddam Hussein, que foi executado em 2006.

A violência no país atingiu seu auge entre 2006 e 2007 e, desde então, registrou uma queda.

Entretanto, a insurgência sunita continua, com uma média de mais de 300 pessoas mortas por mês no país.

Na segunda-feira, um total de dez carros-bombas explodiram, segundo as autoridades.

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