Rainha holandesa se junta a Messi e papa como fonte de orgulho na Argentina

Maxima e Willem-Alexander | Foto: AFP
Image caption Máxima se tornou rainha consorte da Holanda após coroação do rei Willem-Alexander

A coroação de Máxima Zorreguieta como rainha consorte da Holanda foi acompanhada nesta terça-feira na Argentina, seu país de origem, com comentários que a colocaram lado a lado com o papa Francisco e o craque Lionel Messi como fonte de orgulho para o país.

Nas ruas, nas redes sociais e nos veículos de comunicação, os argentinos comemoraram a incomum coincidência de serem argentinos tanto a rainha do país europeu, o sumo pontífice da Igreja Católica e aquele que é considerado por muitos o melhor jogador de futebol da atualidade.

Um artigo no jornal Página 12, de Buenos Aires, disse que é "é o máximo, uma rainha europeia nascida (e criada) na Argentina". Já a revista semanal Notícias destacou entre suas manchetes o “absurdo orgulho pátrio" com a coroação.

Os principais jornais do país, Clarín e La Nación, também publicaram várias páginas sobre a trajetória de Máxima até chegar a rainha consorte da Holanda. "Rainha Máxima, a argentina que encantou a Holanda", destacou o Clarín.

Após a chamada "franciscomania", como foi apelidado o furor pelo papa argentino, a imprensa local sugere que está surgindo, embora de maneira mais tímida, a "maximania”.

Pai ausente

Quando era princesa, Máxima viajava com o marido, o agora rei Willem-Alexander, e as três filhas pelo menos uma vez por ano à Argentina, visitando Buenos Aires e a Patagônia. Agora, a expectativa na Argentina é de que, como rainha, ela mantenha as visitas ao país de origem.

A cerimônia de coroação de Willem-Alexander e de Máxima, em Amsterdã, foi transmitida ao vivo pelas principais emissoras de TV argentinas.

Também foram exibidas imagens de arquivo, como as do casamento da então princesa Máxima com Guillermo-Alexandre, como é conhecido o rei holandês na Argentina.

Uma das imagens mais repetidas foi a do momento em que ela, no casamento, chorava enquanto uma orquestra tocava, a seu pedido, um tango do argentino Astor Piazzolla.

"Máxima não pode controlar as lágrimas ao ouvir 'Adiós Nonino', de Piazzolla, tango favorito de seu pai, ausente obrigatório (no casamento e na posse de rainha consorte)", escreveu a revista Hola.

O pai de Máxima, Jorge Zorreguieta, de 85 anos, foi secretário de Agricultura, entre 1979 e 1981, no governo ditatorial de Jorge Rafael Videla, e até recentemente presidente do Centro Açucareiro Argentino (CAA).

Seu passado como integrante da gestão de Videla gerou fortes criticas entre os holandeses logo depois que Máxima e Willem-Alexander se conheceram em Sevilha, na Espanha, em 1999.

De acordo com a imprensa local, em um acordo político com a Holanda e com apoio da sua filha, ele teria concordado em não comparecer às cerimônias oficiais que envolvem a presença de Máxima.

"Conversamos e entre nós, na família, decidimos que essa era uma ocasião pública e institucional (na Holanda) e que ele (o pai) não deveria vir", disse Máxima há poucos dias em uma entrevista à TV holandesa antes de ser rainha.

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