Polícia investiga mulher que morreu em perseguição policial em Washington

  • 4 outubro 2013

A polícia americana está investigando os antecedentes de uma mulher que morreu durante uma perseguição policial na quinta-feira, em Washington, após furar com seu carro um bloqueio perto da Casa Branca.

Segundo os jornais The Washington Post e The New York Times, a mulher foi identificada como Miriam Carey, de 34 anos. Ela seria assistente de dentista e viajava com a filha de um ano no banco de trás do veículo, com placa do estado de Connecticut.

A criança não foi atingida pelos disparos e está sob guarda judicial.

Imagens gravadas pela TV Alhura mostram a mulher furando uma barricada perto da Casa Branca e avançando com seu carro na direção dos policiais. Ela então segue em disparada para o Capitólio, onde fica o Congresso americano, e é perseguida pelos policiais, que atiram várias vezes.

Segundo o New York Times, autoridades tiveram dificuldades para identificá-la devido à extensão dos ferimentos. Ela não estava armada.

De acordo com jornais americanos, os policiais do FBI isolaram na noite de quinta-feira a casa de Carey, em Stamford, Connecticut, e buscam pistas que expliquem o que a levou a furar o bloqueio e provocar a perseguição dos policiais.

Depressão pós-parto

A rede de TV ABC News conversou com a mãe de Carey, que disse que ela sofria de depressão pós-parto desde o nascimento da filha, em agosto do ano passado.

Idella Carey disse que a filha chegou a ser internada no ano passado, mas não tinha histórico de violência. Ela acrescentou que não sabia o que Carey estava fazendo em Washington.

Um vizinho da mulher, em Stamford, disse à ABC News acreditar que ela sofria de problemas mentais.

Carey tem quatro irmãs e teria crescido em uma família religiosa, no Brooklyn, em Nova York. Em entrevista ao New York Times, um ex-empregador de Carey disse que a demitiu há cerca de um ano por causa de seu "temperamento explosivo".

A cena da perseguição causou medo perto do Capitólio, uma região frequentada por turistas. Várias pessoas ficaram deitadas no chão por vários minutos com medo de serem atingidas pelos disparos.