Pelo Twitter, Dilma manifesta apoio a coronel ferido em protesto

Manifestantes são presos em São Paulo. | Foto: Reuters
Image caption Manifestante que agrediu coronel foi preso em flagrante

Em seu perfil no Twitter, a presidente Dilma Rousseff manifestou solidariedade ao coronel Reynaldo Simões Rossi, ferido em confronto com manifestantes na noite de sexta-feira, em São Paulo.

Dilma afirmou que o coronel foi "agredido covardemente ontem por um grupo de black blocs" e que a "violência deve ser coibida".

"Agredir e depredar não fazem parte da liberdade de manifestação. Pelo contrário. São barbaries antidemocráticas", disse a presidente.

O coronel da PM, responsável pelo comando da instituição na região central da cidade, foi atingido na cabeça durante o conflito com black blocs em um protesto organizado pelo Movimento Passe Livre.

Cerca de 600 manifestantes pediam o fim das tarifas de transporte público em São Paulo.

Em entrevista coletiva neste sábado, a Secretaria de Segurança de São Paulo afirmou que o agressor, de 22 anos, foi preso em flagrante. E outro suspeito de participar da agressão está sendo investigado.

Rossi teve a clavícula quebrada e escoriações na região da face e cabeça, mas está em casa e passa bem.

Policiais prenderam 92 pessoas durante o protesto. Sete delas continuam presas, além de três menores de idade.

Ativistas dizem que prisões foram "arbitrárias", mas a assessoria de imprensa da PM afirma que criminosos se infiltraram entre os manifestantes.

Ônibus incendiados

"A Justiça deve punir os abusos, nos termos da lei. O Governo Federal coloca à disposição do Governo de São Paulo o que ele julgar necessário", afirmou a presidente, também pelo Twitter.

O protesto, que começou pacificamente no Theatro Municipal e passou por ruas do centro antigo da cidade.

Depois, manifestantes - entre eles alguns mascarados do movimento "black bloc" - seguiram para o terminal do Parque Dom Pedro II, o principal ponto de partida e chegada de ônibus para a zona leste da cidade.

De acordo com a Agência Brasil, parte dos manifestantes forçou a entrada no local e depredou ônibus e bilheterias. Ao menos um ônibus foi incendiado.

Ao menos 15 caixas eletrônicos instalados dentro do terminal também foram destruídos.

No centro da cidade, um grupo queimou uma réplica gigante de uma catraca de ônibus e a Tropa de Choque lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

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