Morte de rapaz pela PM leva a segunda noite de protesto violento em SP

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Image caption Polícial foi detido pela PM; governador Alckmin pediu calma e condenou violência (Foto: Reuters)

A morte do estudante Douglas Rodrigues, de 17 anos, baleado por um policial militar durante uma batida ocasionou a segunda noite de protestos violentos nos arredores da Vila Medeiros, zona norte da capital de São Paulo. Pelo menos quatro ônibus e dois caminhões foram incendiados. Um homem foi baleado.

Douglas foi atingido no início da tarde de domingo, quando passava na frente de um bar do bairro junto ao irmão de doze anos. Moradores dizem que o policial atirou de dentro do carro, atingindo o tórax do rapaz. Ainda ferido, ele teria perguntado ao policial por que este o havia atingido.

Revoltados, moradores locais foram às ruas protestar. Um grupo botou fogo em dois ônibus e um carro. Na terça-feira, após o enterro do rapaz, manifestantes fecharam a rodovia Fernão Dias e deram início à segunda noite de protestos na zona norte da capital paulista.

Pelo menos dois caminhões e quatro ônibus foram incendiados. Houve registros de saques. Um homem foi baleado durante os protestos e dezenas foram presos pela polícia.

A Polícia Militar disse nesta terça-feira, antes do enterro de Douglas, que o tiro que matou o rapaz foi "acidental". A PM prendeu e indiciou o soldado Luciano Pinheiro Bispo, de 31 anos, por homicídio culposo (sem intenção de matar).

O governador Geraldo Alckmin disse por meio do Twitter que "a comoção legítima da família não pode ser usada por vândalos como pretexto para depredação”

"Lamento profundamente a morte do jovem Douglas Martins Rodrigues. O soldado responsável pelo disparo já está preso e foi indiciado por homicídio", disse em outro post.

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