Pai que perdeu filha por anorexia faz campanha por manequins de loja maiores

  • 12 novembro 2013
Subsecretária para Mulheres e Igualdade do Reino Unido, Jo Swinson | Crédito: AFP
Image caption Debenhams foi a primeira varejista de roupas britânica a incluir manequins plus-size em suas coleções

Um membro do Parlamento escocês cuja filha morreu de anorexia pediu a colaboração dos principais varejistas de roupas do Reino Unido no combate aos transtornos alimentares adotando bonecos de manequim maiores.

Na semana passada, a rede de loja de roupas Debenhams anunciou que passaria a usar manequins que vistam o tamanho 16 (o equivalente ao tamanho 46 no Brasil) como forma de refletir o tamanho de muitas de suas clientes.

O parlamentar escocês Dennis Robertson tornou-se um militante contra a "ditadura da magreza" desde a morte de sua filha, Caroline, de apenas 18 anos, em 2011.

Os manequins usualmente expostos no Reino Unido têm tamanho equivalente ao 38 ou 40 no Brasil. Para Robertson, isso reforça um ideal de forma e tamanho de corpo que não corresponde à realidade.

"Não acho que os médicos devam ser os únicos a enfrentar os transtornos alimentares. A mídia e a moda têm de demonstrar uma ação enérgica para assegurar que os jovens tenham imagens positivas dos mais diversos tamanhos e formas do corpo em nossa sociedade", disse Robertson.

A subsecretária para Mulheres e Igualdade do Reino Unido, Jo Swinson, disse na semana passada que a decisão da Debenhams de incluir manequins de tamanho plus ajudaria a aumentar a confiança das mulheres sobre seu corpo.

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